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27 de Junho de 2015, 20h:00 - A | A

GERAL / EDUCAÇÃO EM XEQUE

Por R$ 23,70 a hora, professor atura desrespeito e alunos sem limites, diz sindicalista

Após as férias de julho os professores vão avaliar o indicativo de greve e decidir se param ou não em greve

Sintep-MT

Sintep afirma que atrair atenção dos alunos, que hoje em dia usam muita internet, é um dos desgastes na rotina.

Sintep afirma que atrair atenção dos alunos, que hoje em dia usam muita internet, é um dos desgastes na rotina.

KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO



O professor da rede estadual de educação de Mato Grosso recebe R$ 23,7 por uma hora de aula, um valor parecido ao cobrado pelas manicures, para fazer pé e mão, em Cuiabá, e bem inferior à consulta médica, por exemplo, que não necessariamente dura uma hora e quase sempre custa pelo menos R$ 200, no atendimento particular.

Apesar de considerado baixo pela categoria, o valor fica em terceiro entre as remunerações dos demais estados, conforme levantamento nacional feito pelo site G1, controlado pela Rede Globo. 

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Na campanha salarial deste ano, Taques ofereceu para todos os servidores 6,22% de INPC, em duas vezes, sendo 3,11% em maio, e mais 3,11% em novembro.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Henrique Lopes, reclama que os docentes do Estado, mesmo qualificados com especialização, mestrado e doutorado, recebem menos que algumas outras categorias de servidores, das quais é exigido apenas a conclusão do Ensino Médio.

O sindicalista vê uma desvalorização histórica da profissão que demanda enorme esforço em sala de aula.

Em 60 minutos de trabalho, o desgaste maior do professor da rede estadual e, conforme o sindicalista, também daquele que trabalha na rede municipal e no ensino privado, é para manter a atenção do aluno, que vive um universo contemporâneo muito virtual e a fala do docente pode parecer desinteressante.

Por R$ 23,70 o professor tem tido também que aturar o desrespeito de parte dos alunos, um problema que os educadores associam à falta de limites em casa.

Desde a greve dos professores, em 2013, a categoria cobra poder de compra em dobro e quer negociar com o governo de Pedro Taques (PDT) a aplicação da lei aprovada em decorrência da última paralisação.

Na campanha salarial deste ano, Taques ofereceu para todos os servidores 6,22% de INPC, em duas vezes, sendo 3,11% em maio, e mais 3,11% em novembro.

Após as férias, na primeira semana de agosto, os professores vão avaliar o indicativo de greve e decidir se entram ou não em greve.

Os professores querem negociar em separado, porque afirmam não ter as condições que outras categorias de servidores já conquistaram.

Por 20 horas semanais, os professores da rede estadual reivindicam R$ 1.958 de piso, alegando que este é o valor que conquistaram na greve de 2013, quando ficou definido para 2015, por lei, o reajuste de 6% mais a reposição da inflação para 2015.

Após as férias, na primeira semana de agosto, os professores vão avaliar o indicativo de greve e decidir se entram ou não em greve.

O entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). A mesma respondeu que a rede estadual de ensino cumpre integralmente a lei do piso (Lei 11738/2008). Disse ainda que a rede estadual possui uma lei de carreira pioneira, e que serve de modelo para os demais entes da federação, onde o servidor pode progredir por escolaridade e tempo de serviço  (LC50/98).

Conforme a Seduc, o professor da rede estadual, em início de carreira, recebe R$ 2.851 mil por 30 horas, mas, no andamento da carreira, pode atingir até R$ 9.269 mil se trabalhar por 40 horas.

“Os valores apresentados são a base em que o servidor aposenta, não havendo penduricalhos no pagamento da remuneração dos profissionais da educação básica, algo muito comum em outros estados”, diz trecho da nota de resposta ao site.

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alvaro 28/06/2015

Creio que a saída para esses professores melhorarem o salário e sair desse estress diário, seria fazer um novo concurso em que se ganhe melhor, porque se depender da boa vontade do governo isso nunca vai acontecer.

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Teka Almeida 28/06/2015

Gilston vc falou tudo, é isso mesmo que acontece. Os pais repassam para os professores o seu papel de educar, mas quando são chamados atenção, lá vem pai e mãe como feras dizendo que isso é papel deles. O valor de R$ 23,70 por h/a para o professor é baixíssimo diante de tantas responsabilidades e riscos de saúde e agressão que se sofre no âmbito escolar. Hoje temos carreiras estaduais que ganham muito mais e não sofrem esses riscos, não estou comparando, quero mostrar que a classe educacional quer chegar lá. O mais engraçado é que quando se fala em aumentos salariais para servidores os governantes gritam aos quatro cantos que existe uma lei de responsabilidade fiscal. Quando nosso dinheiro é roubado não afeta em nada. Só uma correção, os profissionais da educação, conforme Constituição Estadual e a Loped não possui professores com 40h. Temos os professores de 20h que está em fase de extinção, ou fazem a transposição para 30h ou ao se aposentarem essa carga horária vai acabando. A carga horária do professor em Mato Grosso é de 30h.

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victor vinicius 27/06/2015

Nossa, como os professores de MT aguentam alunos mal educados por tão pouco, incrível!

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gilston 27/06/2015

Na verdade é que maioria dos pais sem autoridade em casa,querem que os professores educam seus filhos, sendo que a obrigação do professor é só cultural e não educacional como os pai delegam esta responsabilidade a eles.Educação vem de casa ou berço dado pelos os pais.E quando um professor fala mais alto com um aluno rebeldia, já la vem os pai criticar o professor.

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4 comentários