Cuiabá, 10 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
10 de Outubro de 2026

08 de Outubro de 2025, 09h:18 - A | A

GERAL / INTERIOR DO MS

Peão é atacado por onça-pintada no Pantanal

Vítima de 28 anos foi atacada enquanto trabalhava no campo; o resgate pelos bombeiros ocorreu à noite.

Reprodução

Flávio sofreu ferimentos profundos na cabeça, rosto, braços e pernas.

Flávio sofreu ferimentos profundos na cabeça, rosto, braços e pernas.

SILVIO DE ANDRADE
DO CAMPO GRANDE NEWS



Peão de 28 anos, identificado como Flávio Ricardo do Espírito Santo, ficou gravemente ferido ao ser atacado por uma onça-pintada na Fazenda Milagres, no Pantanal do Paiaguás, em Corumbá, neste sábado (4).

O incidente ocorreu por volta das 16h, mas o atendimento do Corpo de Bombeiros só foi realizado à noite devido à localização remota da propriedade, a mais de 200 km ao norte da cidade, em região de difícil acesso por terra e água. Flávio será transportado para a Santa Casa por um helicóptero do Exército.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

O pedido de socorro foi feito por Ednir de Paula, presidente do Instituto Mulher Negra do Pantanal, que apoia os colonos do Taquari. A vítima sofreu ferimentos profundos na cabeça, rosto, braços e pernas. Segundo a esposa, Sandra, ele conseguiu chegar ao sítio onde moram, próximo à sede da fazenda, ensanguentado e gritando de dor. “Foi um choque para todos aqui”, contou.

A mãe de Sandra, Luzia Pires da Silva, residente no Bracinho, uma das colônias do Taquari, disse que os ataques de onças têm se tornado frequentes na região. “Onça é o que mais tem aqui, virou uma praga. Está comendo os bichos domésticos e até os carneiros do vizinho”, relatou.

Ednir de Paula afirmou que já denunciou com frequência às autoridades, especialmente ao Ministério Público Federal, os riscos de ataques de onças, bem como o abandono e as violações dos direitos humanos sofridos pelos colonos.

Em abril deste ano, Jorge Ávalo, de 60 anos, foi morto após ser atacado por uma onça-pintada no pesqueiro Touro Morto, localizado no encontro dos rios Miranda e Aquidauana. Jorginho trabalhava como caseiro em uma propriedade isolada, acessível apenas por barco ou helicóptero, a cerca de duas horas do porto de Miranda.

Comente esta notícia

Mauro 08/10/2025

Denunciar pra quem ,num país onde eles dão mas valor num fiote de macaco do que num ser humano , e complicado

positivo
1
negativo
1

1 comentários