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Cuiabá, 01 de Junho de 2026
01 de Junho de 2026

17 de Março de 2024, 08h:33 - A | A

GERAL / CASO LUCAS PERES

Pai de aluno bombeiro nega ter mágoa de capitão investigado: "Não tem vingança em nossos corações"

Lucas Peres morreu afogado durante treinamento de salvamento aquático na Lagoa Trevisan

DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTERMT



Cleuvimar Peres, pai do aluno Lucas Veloso Peres, que morreu após se afogar durante o curso de formação do Corpo de Bombeiros no mês passado, na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, afirmou que não tem nenhuma mágoa do capitão Daniel Alvez, responsável pelo treinamento que levou o soldado à morte.

O militar está sendo investigado em um Inquérito Policial Militar (IPM) que apura a morte de Lucas, durante treinamento de salvamento aquático realizado no dia 27 de fevereiro.

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Ao ser questionado se já teria encontrado pessoalmente com Daniel, Cleuvimar respondeu que não, mas que se o encontrasse até apertaria a mão dele.

"Eu confesso para você que eu não tenho mágoa, se eu ficar [de frente com ele] e eu vou pegar na mão dele. Se é ato dele, é ele que vai ter que responder por isso, e eu não vou carregar uma culpa que é dele", declarou à imprensa nesta sexta-feira (15).

"Vingança nos nossos corações não existe, não tem isso da minha parte, e não tenho mágoa em relação a ele, talvez a atitude dele, mas isso é ele que vai ter que responder isso perante à justiça da terra e de Deus", emendou.

Leia mais - Mauro assina decreto que obriga que treinamentos de formação de militares em MT sejam gravados

Nesta sexta-feira (15), a família de Lucas se encontrou com o governador Mauro Mendes (União), que assinou um decreto que determina a filmagem de todos os cursos que envolvem risco de vida das forças de segurança de Mato Grosso.

Ao ser questionado se essa medida veio tarde, tendo em vista que em 2016 o aluno Rodrigo Claro também perdeu a vida no mesmo tipo de treinamento, Cleuvimar afirmou que se esse decreto tivesse sido assinado antes, Lucas estaria vivo hoje.

"Olha, então, (esse decreto) deveria ter há um tempo atrás, se tivesse cessado, eu estaria com meu filho hoje. Então, isso eu não tenho o que dizer. Eu só não quero ter que sentir essa dor de novo por uma outra família", finalizou.

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