KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
Torcedores da Seleção Brasileira, pais, mães, filhos, amigos, colecionadores, crianças, jovens e adultos de todas as idades têm lotado a Praça Santos Dumont, transformando o espaço em um ponto de encontro para a troca de figurinhas do álbum da Copa do Mundo de 2026. A iniciativa surgiu de Seo Alcindo e família, proprietários da Banca Central, localizada na esquina da Avenida Getúlio Vargas, atrás da Escola Estadual Liceu Cuiabano, em Cuiabá. Eles carregam a tradição de pintar o estabelecimento a cada quatro anos e fornecem mesas e cadeiras para o público se acomodar.
Inicialmente, a proposta era movimentar a praça e reunir as famílias, especialmente pais e filhos, mas o projeto felizmente saiu dos trilhos e, atualmente, além de proporcionar lazer, tem contribuído para reduzir o uso de celulares entre as crianças e aproximado os jovens do convívio social. Inclusive, há muitos adultos que têm vivido o momento como forma de relembrar a própria infância.
Esse é o caso de Anderson e Fernando, que são colecionadores de álbuns e figurinhas da Copa desde a década de 80. Eles se encontram praticamente todos os dias na Praça Santos Dumont para vender figurinhas, trocar e ajudar aqueles que ainda não conseguiram completar o álbum. Com a convivência, viraram amigos.
Faltando pouco mais de uma semana para o início da competição, os torcedores estão a todo vapor e há quem acredite que, desta vez, o Brasil pode sim trazer o hexa. Para isso, porém, a Seleção deve percorrer um longo caminho, um tanto quanto desafiador, haja vista que tem muito “chumbo grosso” pela frente, com seleções tão boas e tão preparadas quanto a Canarinha. E como diz o famoso ditado: “A esperança é a última que morre”, há quem fale em milagre.
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