RAFAEL DE SOUSA
DA EDITORIA
Os pagadores de impostos de Cuiabá e Várzea Grande ainda estão divididos se preferem continuar sonhando com o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que não anda, ou duas linhas do BRT (sistema de ônibus de trânsito rápido), sendo uma na Avenida do CPA (Historiador Rubens de Mendonça) e outra na Fernando Corrêa da Costa.
No campo político, os ânimos continuam acirrados após o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) peticionar uma ação judicial para impedir a troca do modal. Na outra ponta está o governador Mauro Mendes (DEM), que decidiu, praticamente sozinho, que vai implantar o BRT.
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No meio de toda confusão está a população que acordou nesta primeira segunda-feira do ano com a notícia do novo aumento da tarifa do transporte intermunicipal, entre Cuiabá e Várzea Grande, que passou de R$ 3,85 para R$ 4,10. Realmente o cidadão paga um alto preço pela corrupção praticada pelo ex-governador Silval Barbosa e seus comparsas.
O povo paga caro para andar em ônibus cheio, veículo que se tornou uma arapuca do novo coronavírus. Salve-se quem puder!
Voltando ao assunto de mobilidade urbana, já se passaram 7 anos e os vagões do trem continuam ‘jogados’ ao lado do aeroporto de Várzea Grande à espera de uma solução. Uma conta por cima aponta que o Governo do Estado já gastou com a ‘possibilidade’ do VLT pelo menos R$ 1,3 bilhão. Outro R$ 1 bilhão foi entregue ao Consórcio e surrupiado pelos corruptos. Ou seja, essa conta passa fácil dos R$ 2 bilhões.
Ainda tem gente que insiste que a população deve esperar mais um pouco para concluir essa obra ilusória, porém, quando chegar ao fim, e se chegar ao fim, assim como o BRT, o modal já pode estar ultrapassado.
Só para se ter ideia do tamanho do gasto que o Governo e/ou as prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande teriam, vamos usar como exemplo o Rio de Janeiro, onde o VLT é um fracasso.
A Prefeitura Carioca ficou devendo R$ 150 milhões à concessionária do VLT, que não é autossustentável. O caso, à época, foi parar na Justiça.
Trazendo para próximo de nós, quem garante que o mesmo não pode acontecer aqui, já que parte do serviço precisaria ser subsidiado pelo Poder Público?
Segundo o Governo de Mato Grosso, a passagem do modal sobre trilhos ficaria em torno de R$ 5 e o sobre rodas R$ 3,4.
Não é questão de quem está certo ou errado. O BRT em Cuiabá é "solução ultrapassada", nem seus defensores negam, mas também não podemos deixar de falar que o VLT sempre será um trem atolado em meio ao lamaçal da corrupção.














alexandre 05/01/2021
3,40 quando a menor tarifa é 4,10 ? já começou mentindo....
Bortoloti 05/01/2021
Sem dúvida prefiro o metrô.
2 comentários