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08 de Fevereiro de 2024, 18h:32 - A | A

GERAL / REPASSES ATRASADOS

MP recomenda que Estado assuma contrato do Hospital de Câncer

A Notificação Recomendatória foi expedida nesta quinta-feira (8).

Assessoria

Hospital aponta um dívida superior a R$ 16 milhões, sendo que R$ 12 milhões estão judicializados.

Hospital aponta um dívida superior a R$ 16 milhões, sendo que R$ 12 milhões estão judicializados.

DO REPÓRTER MT



A 7ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá - Tutela Coletiva da Saúde recomendou ao secretário de Estado de Saúde, Gilberto Gomes de Figueiredo, que realize no prazo de 30 dias estudo técnico para verificar a viabilidade da estadualização do contrato da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá com o Hospital de Câncer de Mato Grosso. A Notificação Recomendatória foi expedida nesta quinta-feira (8).

Atualmente, é a Prefeitura de Cuiabá que recebe verbas estaduais e federais e depois deveria repassar ao HCan. Contudo, o hospital aponta um dívida superior a R$ 16 milhões, sendo que R$ 12 milhões estão judicializados.

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“É uma situação complicada. Tenho uma reunião com o secretário Gilberto na sexta e estamos trabalhando para que haja a estadualização, por ser um hospital de alta complexidade”, adiantou o promotor na entrevista na semana passada, quando adiantou que pretendia fazer a recomendação da estadualização do hospital.

O promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto, titular da 7ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá - Tutela Coletiva da Saúde, argumentou ser necessário garantir de forma plena o direito à saúde, notadamente em relação à assistência especializada da alta complexidade em oncologia.

Na recomendação, considerou que a Lei nº 8.080/1990 estabelece que compete à direção estadual do Sistema Único de Saúde (SUS) “identificar estabelecimentos hospitalares de referência e gerir sistemas públicos de alta complexidade, de referência estadual e regional”, bem como a importância da integração dos serviços especializados para a assistência de alta complexidade em oncologia no SUS.

O documento é assinado pelo promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto, pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, pelo diretor-presidente do Hospital de Câncer de Mato Grosso, Laudemi Moreira Nogueira, e pelo presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso, Diogo Leite Sampaio.

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