CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
Médicos dos hospitais regionais de Alta Floresta, Colíder e Sinop e do Hospital Metropolitano de Várzea Grande estão paralisados devido ao atraso de salários há quase quatro meses. Não estão sendo realizadas cirurgias, consultas eletivas e pré-agendadas, assim como serviços ambulatoriais.
Segundo represente de Colíder, as condições do hospital regional são péssimas; faltam equipamentos, internet e telefone estão cortados e até a conta de luz está atrasada. “O hospital está sucateado”, reclama Queiróz.
O repasse aos fornecedores é outro agravante que prejudica o atendimento à população. De acordo com o médico Antônio Queiróz, que representa a classe de Colíder, as condições do hospital regional são péssimas, faltam equipamentos, internet e telefone estão cortados e até a conta de luz está atrasada. “O hospital está sucateado”, reclama Queiróz.
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Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a causa dos atrasos nos pagamentos não é falta de dinheiro, mas a desorganização processual deixada pela gestão anterior. “O governador Pedro Taques (PSDB) recebeu como legado a desestruturação, o desmanche de toda a organização da Secretaria de Saúde, o que demanda foco na recuperação de processos internos” declarou esta semana o secretário Eduardo Bermudez, que assumiu a pasta há cerca de duas semanas.
Conforme o representante de Colíder, houve a promessa de pagamento dos repasses para os dias 16 e 21 deste mês, mas nenhum dos prazos foi cumprido pela Secretaria, que divulgou nova data para quitar os compromissos: até o final de outubro. Com isso, médicos reclamam que praticamente têm que pagar para trabalhar, uma vez que a maioria deles é da capital e tem que arcar com os custos de deslocamento para o interior.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a causa dos atrasos nos pagamentos não é falta de dinheiro, mas a desorganização processual deixada pela gestão anterior.
Segundo Antônio Queiróz, o atendimento à população só será reestabelecido após pagamento dos salários, mas ele garante que serviços básicos não estão afetados. “Urgência e emergência não se pode suspender de jeito nenhum. Não podemos deixar ninguém perecer”. Além disso, pacientes que já estavam internados continuam recebendo atendimento até receber alta ou ser transferidos.
Para a presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso, Eliana Siqueira, esses problemas são reflexo da privatização da saúde por meio das Organizações Sociais da Saúde (OSS), pois a maioria dos hospitais que estão em situação de atrasos era gerida por essas organizações, que depois sofreram intervenção do Estado. Segundo ela, o sindicato não representa os médicos que estão paralisados por fazerem parte das empresas que prestam serviço ao Estado, por isso, não está participando das negociações. “A gente só tem denunciado essa forma de gestão do SUS”, afirma Eliana.
De acordo com o sindicato, outros hospitais regionais, como os de Rondonópolis, Cáceres, Diamantino e Barra do Bugres também passam por problemas semelhantes aos que estão paralisados.















Carlos Augusto Santos Muniz 22/10/2015
Bela reportagem Celly, espero que seja a primeira de muitas.
1 comentários