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Cuiabá, 20 de Junho de 2024
20 de Junho de 2024

13 de Dezembro de 2022, 09h:03 - A | A

GERAL / CRIME CRUEL

Marido e PM que espancaram e mataram enfermeira em MT são soltos

Ronaldo da Rosa e do policial militar Marcos Vinícius Pereira Ricardi estavam presos desde o dia 11 de outubro de 2019 e ainda não foram julgados.

JOÃO AGUIAR
DO REPÓRTERMT



A Justiça mandou soltar, nessa segunda-feira (12), Ronaldo da Rosa e o policial militar Marcos Vinícius Pereira Ricardi, acusados de assassinar a enfermeira Zuilda Correia Rodrigues, em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá). O crime aconteceu em outubro de 2019.

Ronaldo, marido da vítima, e Marcos Vinícius estavam presos desde o dia 11 de outubro de 2019. Eles são réus por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel, emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, além de ocultação de cadáver.

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A defesa dos réus entrou com um habeas corpus pedindo a soltura dos dois, com a justificativa de que eles estão presos desde o dia do crime e, que o julgamento dos réus já foi remarcado três vezes.

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Corpo de enfermeira foi encontrado sem a cabeça e os braços

Conforme o documento, o julgamento popular estava marcado para o dia 28 de agosto deste ano, mas não foi realizado porque o laudo pericial não havia sido concluído. Com isso, foi remarcado para o dia 25 de outubro, mas o laudo foi concluído dois dias antes do tribunal e a defesa não teve antecedência mínima para se manifestar.

A terceira remarcação foi alterada para o dia 10 de novembro, mas novamente não foi realizada. Dessa vez, uma testemunha disse que não poderia comparecer ao julgamento.

Com isso, a defesa alegou que os réus passarão quase quatro anos presos, sem causa atribuível à defesa.

O juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Sinop decidiu acatar parcialmente o pedido da defesa dos réus, porém, eles precisam seguir algumas medidas, como comparecer à Justiça de forma periódica; não manter contato com testemunhas; permanecer em recolhimento domiciliar e utilizar tornozeleira eletrônica.

O Tribunal do Júri está marcado para o dia 28 de março de 2023.

O crime

O crime, segundo a Polícia, foi motivado por discussões constantes entre a enfermeira, o marido e o PM, que era funcionário do casal, pois estava afastado da corporação. Marcos Vinicius confessou o crime.

O casal tinha uma banca de espetos na cidade e o PM fazia bico de entregador. O militar disse que intenção dele e de Ronaldo era ‘dar um susto’ na mulher, simulando um roubo. Em depoimento, o PM disse que a dupla perdeu o controle e acabou matando a enfermeira.

Segundo consta no depoimento, o corpo de Zuilda foi desovado pela dupla em um bueiro e, devido as fortes chuvas, acabou tendo os braços e cabeça decepados.

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