Cuiabá, 23 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
23 de Setembro de 2026

26 de Janeiro de 2018, 15h:14 - A | A

GERAL / CASO RODRIGO CLARO

Mãe de bombeiro diz que tenente ficará impune se julgada pela Justiça Militar

Jane Claro, mãe do aluno bombeiro Rodrigo Claro, morto em treinamento, diz que a família está destruída e espera por Justiça.

RepórterMT

Jane presta depoimento nesta sexta-feira (26), na 7ª Vara de Cuiabá.

Jane presta depoimento nesta sexta-feira (26), na 7ª Vara de Cuiabá.

RAUL BRADOCK
CAROL SANFORD



Jane Claro, mãe do aluno bombeiro Rodrigo Claro, 21 anos – morto em treinamento -, defende que o processo permaneça sob responsabilidade da Justiça Civil, contrariando o pedido da defesa da tenente Izadora Ledur, que quer transferir a ação para a Justiça Militar. 

"Na Justiça Militar ela vai ter mais possibilidade de ser livre desse processo e a gente tem a esperança que na Civil a justiça seja feita. Na Vara Militar pode acontecer [condenação], porém de uma forma muito mais branda", disse Jane.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

A mãe crê na condenação da tenente Izadora Ledur e afirma que a condenação deve evitar que outros casos como o do filho dela aconteça novamente.

“Sabemos que nada o que acontecer trará o nosso Rodrigo de volta, mas vamos tentar fazer que absurdos como o que aconteceu com ele não aconteça com outros jovens. Que outras famílias não sejam destruídas, como a nossa vem sendo torturada todos os dias com esse processo”, disse Jane.

Jane Claro presta depoimento na tarde desta sexta-feira (26), à juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal da Capital, juntamente com outras 7 testemunhas do caso.

Há possibilidade de o processo ser transferido para a 11ª Vara Especializada da Justiça Militar. Para imprensa, Jane afirmou que caso isso aconteça, a possível pena pode ser mais branda.

Veja vídeo

 

Uma das pessoas a depor é o ex-aluno bombeiro Maurício Santos, que participou do 15º curso de Formação do Corpo de Bombeiros.

Ao , Maurício disse ter sofrido o mesmo tratamento que Rodrigo Claro, até desistir do curso.

“O que aconteceu com o Rodrigo, aconteceu comigo da mesma forma. A única diferença é que saí com vida. Fui obrigado a desistir para salvaguardar a minha vida. Eu tinha certeza que não sairia com vida”, conta.

Leia mais

'Só estou vivo porque desisti', diz ex-aluno sobre curso que matou bombeiro aspirante

Tenente acusada de provocar morte de bombeiro pode pegar 8 anos de cadeia

Comente esta notícia