RAUL BRADOCK
CAROL SANFORD
Jane Claro, mãe do aluno bombeiro Rodrigo Claro, 21 anos – morto em treinamento -, defende que o processo permaneça sob responsabilidade da Justiça Civil, contrariando o pedido da defesa da tenente Izadora Ledur, que quer transferir a ação para a Justiça Militar.
"Na Justiça Militar ela vai ter mais possibilidade de ser livre desse processo e a gente tem a esperança que na Civil a justiça seja feita. Na Vara Militar pode acontecer [condenação], porém de uma forma muito mais branda", disse Jane.
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A mãe crê na condenação da tenente Izadora Ledur e afirma que a condenação deve evitar que outros casos como o do filho dela aconteça novamente.
“Sabemos que nada o que acontecer trará o nosso Rodrigo de volta, mas vamos tentar fazer que absurdos como o que aconteceu com ele não aconteça com outros jovens. Que outras famílias não sejam destruídas, como a nossa vem sendo torturada todos os dias com esse processo”, disse Jane.
Jane Claro presta depoimento na tarde desta sexta-feira (26), à juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal da Capital, juntamente com outras 7 testemunhas do caso.
Há possibilidade de o processo ser transferido para a 11ª Vara Especializada da Justiça Militar. Para imprensa, Jane afirmou que caso isso aconteça, a possível pena pode ser mais branda.
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Uma das pessoas a depor é o ex-aluno bombeiro Maurício Santos, que participou do 15º curso de Formação do Corpo de Bombeiros.
Ao
, Maurício disse ter sofrido o mesmo tratamento que Rodrigo Claro, até desistir do curso.
“O que aconteceu com o Rodrigo, aconteceu comigo da mesma forma. A única diferença é que saí com vida. Fui obrigado a desistir para salvaguardar a minha vida. Eu tinha certeza que não sairia com vida”, conta.
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