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09 de Fevereiro de 2022, 15h:21 - A | A

GERAL / DECISÃO UNÂNIME

Justiça mantém presa mulher que mandou matar marido a tiros em Cuiabá

Toni Flor foi assassinado na porta de uma academia no dia 11 de agosto de 2020.

DAFFINY DELGADO
DA REDAÇÃO



Por unanimidade, a Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou, na semana passada, pedido de soltura da empresária Ana Claudia de Souza Oliveira Flor, acusada de encomendar a morte do marido, o também empresário Toni Flor, em Cuiabá.

Toni foi morto com cinco tiros na frente de uma academia, no dia 11 de agosto de 2020. Ana Claudia foi denunciada pelo Ministério Público do Estado (MPE), assim como seus comparsas, Igor Espinosa, Wellington Honorio Albino, Dieliton Mota da Silva e Ediane Aparecida da Cruz Silva, pela morte do empresário.

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A defesa da acusada argumentou "excesso de prazo" na constrição cautelar. A mulher foi presa em agosto do ano passado, dentro da casa onde morava no bairro Jardim Imperial, em Cuiabá.

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De acordo com o relator, desembargador Gilberto Giraldelli, em janeiro o juiz Flávio Fernandes Miraglia, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, agendou cinco dias para as audiências de instrução do caso.

"Há de se ressaltar que a paciente já foi denunciada, a exordial acusatória devidamente recebida em 1ª instância e já houve designação de data para realização das audiências instrutórias, a tornar sepultado o argumento de que está sofrendo coação ilegal por excesso de prazo", diz trecho de decisão.

O voto de Giraldelli foi seguido por Juvenal Pereira da Silva e Rondon Bassil Dower FIlho.

Audiência marcada

O juiz Flávio Fernandes Miraglia, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, agendou cinco dias para as audiências com testemunhas e o interrogatório da empresária Ana Claudia, sobre a morte de Toni Flor.

Conforme o despacho, assinado nessa segunda-feira (17), as testemunhas serão ouvidas entre os dias 21 e 24 de fevereiro, de forma presencial, e, no dia 25, serão ouvidos os denunciados. Para os denunciados que estão presos, como a empresária, a audiência será de forma online.

Relembre o caso

De acordo com a investigação, Toni e Ana Claudia estavam casados há 15 anos, tendo inclusive três filhas. O casamento, no entanto, vinha se deteriorando, notadamente por conta de relacionamentos extraconjugais da acusada.

Alguns dias antes de ser morto, Toni teria anunciado a intenção de se separar. O crime foi encomendado pelo valor de R$ 60 mil, mas a acusada pagou apenas R$ 20 mil para o atirador Igor. Outra motivação seria interesse financeiro.

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