APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT
A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por unanimidade, manteve a condenação de Ana Cláudia de Souza Oliveira Flor a 18 anos de prisão. Ela foi condenada por ter encomendado a execução do marido, o empresário Toni Flor, morto em 2020.
A defesa de Ana Cláudia pedia a nulidade do julgamento e que fosse realizado um novo júri popular. A alegação é que a decisão dos jurados foi proferida “de forma manifestamente contrária às provas dos autos”.
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Além disso, requeria a revisão da dosimetria da pena sob a alegação de que os elementos utilizados “para depreciar a culpabilidade e as consequências do crime são inidôneos, sendo de rigor a readequação da sanção basilar para o mínimo legal”.
No seu voto, proferido durante julgamento na última quarta-feira (13), o desembargador Gilberto Giraldelli não acolheu os pedidos da defesa. Lembrou que as filhas da vítima foram prejudicadas pela atitude da ré, disse que a ela teve “comportamento ardil, frio, calculista, perverso e dissimulado”, tendo inclusive aparecido em programas de TV cobrando a resolução do crime.
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“Consoante a proposição acusatória, ANA CLAUDIA e Toni, que eram casados há quinze anos e possuíam três filhas, viviam um casamento conturbado, notadamente em razão dos relacionamentos extraconjugais mantidos pela apelante, tendo o ofendido, dias antes da fatídica data, pedido a separação, causando inconformismo na esposa, que, com a intenção de se apropriar da totalidade dos bens do casal, começou a engendrar um plano para tirar a vida do marido”, pontuou o desembargado, que votou pela manutenção da condenação do júri popular, sendo acompanhado pelos desembargadores Luiz Ferreira da Silva e Rondon Bassil Dower Filho.
Toni Flor foi morto com cinco tiros na frente da academia que frequentava no dia 11 de agosto de 2020. Ele chegou a ser socorrido na época, mas morreu no hospital.
Ana Cláudia foi presa pouco mais de um ano após o crime, dias após o executor, Igor Espinosa ser capturado e confessar.
As investigações apontaram que a ré encomendou a morte do marido pela quantia de R$ 60 mil. O intuito seria ficar com os bens do casal, tendo em vista que Toni - dias antes de morrer - teria dito que queria o fim do casamento.


















