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Ana Cláudia foi denunciada pelo Ministério Público Estadual (MPE) por encomendar a morte de Toni
DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTER MT
Viviane Aparecida Silva Flor, irmã do empresário Toni Flor, negou em depoimento na tarde desta segunda-feira (17), que o irmão seria violento com as filhas e que já teria corrido atrás de uma delas armado, em Cuiabá. Para ela, foi um absurdo a ex-cunhada e acusada de encomendar a morte do empresário, Ana Cláudia de Souza Oliveira Flor, ter dito isso em depoimento.
“É um absurdo ela ter dito isso, ele amava as filhas e cuidava muito bem delas”, disse em sessão de Júri Popular.
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Ana Cláudia foi denunciada pelo Ministério Público Estadual (MPMT) por encomendar a morte de Toni, pela quantia de R$ 60 mil, com intuito de se apropriar de todos os bens do casal, tendo em vista que antes de ser morto, a vítima teria manifestado interesse em separação.
Durante audiência de instrução, realizada em fevereiro, a ré afirmou que mandou matar o companheiro, porque era constantemente agredida e ameaçada. Além disso, segundo ela, Toni teria ameaçado matar as filhas durante uma das discussões que tiveram.
“Toda vez que tentava me separar ele me ameaçava. Até o dia que ele me agrediu e puxou uma faca para mim. Minha filha entrou na frente e ele disse que mataria ela também. Se fosse só comigo, beleza, mas falou que matava nossa filha”, disse.
Questionada sobre o episódio, Viviane afirmou que nunca tomou conhecimento do ocorrido, que Toni sempre foi muito carinhoso com as filhas e que, ao contrário de Ana Cláudia, era ele quem participava dos eventos na escola das crianças, por exemplo.
"Eu achei um absurdo quando ela falou que ele correu atrás da filha com arma. Nunca tomei conhecimento disso", afirmou.
Além de Ana Cláudia, Igor Espinosa, Wellington Honoria Albino, Dieliton Mota da Silva, Sandro Lucio e Ediane Aparecida da Cruz Silva também serão submetidos ao Tribunal do Júri pelo crime.
Se condenada com todas as qualificadoras, ela poderá pegar uma pena de mais de 20 anos de prisão.
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