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Através da Assessoria de Imprensa, governador Pedro Taques mantém a proposta inicial e, a princípio, não fala em tratar com as categorias em separado.
KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
Servidores de Mato Grosso, insatisfeitos com a proposta de reajuste escalonado feita pelo governador Pedro Taques (PDT), agendaram para 17 de junho um dia de paralisação e marcha até o gabinete do chefe do Executivo estadual.
A Frente de Luta em Defesa do Serviço Público e dos Direitos Trabalhistas articula servidores do Departamento de Trânsito (Detran), professores da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público do Estado (Sintep-MT) e do Sindicato dos Médicos (Sindimed).
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Esse conjunto de insatisfeitos, conforme a Frente, somam cerca de 50 mil de um universo de mais de 90 mil. É que a Frente, embora envolva apenas quatro categorias, pelo menos uma delas é muito volumosa. Os servidores da educação somam 45 mil trabalhadores. O Detran tem cerca de 840 efetivos. O Estado conta com 400 médicos e a Unemat possui um corpo docente de cerca de 1.200 especialistas, mestres e doutores.
Justamente devido a esta insatisfação com o reajuste, os professores da Unemat estão em greve e os docentes e demais funcionários da rede estadual de educação aprovaram o estado de greve, com indicativo de paralisação por tempo indeterminado para 15 de agosto.
Taques propõe o pagamento do INPC de 2014, no valor 6,22%, escalonado em duas vezes. Um, de 3,11%, que já foi pago em maio, outro, no mesmo valor, em novembro
Dentro da campanha salarial 2015, o governador Pedro Taques está negociando com o Fórum Sindical, do qual o Sintep faz parte, mas quer abrir o diálogo em separado.
Taques propõe o pagamento do INPC de 2014, no valor 6,22%, escalonado em duas vezes. Um, de 3,11%, que já foi pago em maio, outro, no mesmo valor, em novembro, além das perdas deste período que seriam repostas em janeiro de 2016.
A Frente entende que essa proposta é inconstitucional.
“Em primeiro lugar o governo está desobedecendo a constituição federal e estadual e a lei 8278 de 2004, porque todas elas estabelecem que o governo tem que repor a inflação na data base de maio, sem distinção de índice entre os Poderes. A inflação em 2014 fechou em 6,23%. O governo recompôs apenas 3,11% em nossa data base de maio, enquanto isso o Legislativo está recebendo o índice atualizado até abril de 8, 34% e o Judiciário 6,23%. Então só aí já se tem um descumprimento da lei”, destaca Daiane Reners, presidente do Sindicato dos Servidores do Detran.
"Mais do que o parcelamento em si, o que a gente está questionando é que já se começa uma gestão desrespeitando a lei, tirando direitos dos trabalhadores"
Na visão dos médicos, a proposta do governo é ruim para os servidores. “Mais do que o parcelamento em si, o que a gente está questionando é que já se começa uma gestão desrespeitando a lei, tirando direitos dos trabalhadores, isso é um mal prognóstico, um mal indício de um governo que se diz bom pagador e legalista. A gente acha que deixar isso passar, sem resistência dos trabalhadores na luta pelos seus direitos, é muito ruim. Por isso, resolvemos mostrar que há outras formas de economizar neste governo que não seja mexendo nos direitos do trabalhadores”, argumenta a presidente do Sindimed, Eliana Siqueira.
Estes servidores estão se indispondo com o governo também para cobrar melhores condições de trabalho, que vão desde estrutura física, que em alguns órgãos, como o Detran, estaria sucateada, até concursos, por falta de recursos humanos, o que comprometeria o atendimento ao público.
O governo até agora mantém a proposta inicial, que fez de modo geral a todos os servidores, também alegando que a constituição fala em isonomia, por isso vem evitando conduzir a campanha salarial fazendo o diálogo por categoria.
Entre os servidores, boa parte dos que compõem o Fórum Sindical está de acordo com a proposta do governo e não vai participar do ato dia 17.













