DÉBORA SIQUEIRA
DO REPÓRTER MT
A falta de projetos eficazes e políticas públicas para enfrentamento da violência doméstica e o feminicídio ainda deve levar mais mulheres à morte em Mato Grosso. Pelo menos é o que aponta coletivos como a Movimento Conecta e a presidente da Comissão do Direito da Mulher da Ordem dos Advogados (OAB/MT), Glaucia Amaral.
“Não temos projetos eficazes que trabalhem com as escolas simultaneamente. Somente palestras não estão funcionando, são necessários projetos efetivos e atuar junto às escolas em todo Estado. É uma necessidade da sociedade, infelizmente, a violência nasce dentro da família e a instituição mais próxima da família é a escola”, argumentou Maria Fernanda Figueiredo, professora e membro do Movimento Conecta, coletivo feminino que luta contra a violência.
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A violência nasce dentro da família e a instituição mais próxima da família é a escola
Ela e outras mulheres realizaram um ato por justiça em protesto ao assassinato da servidora do Tribunal de Justiça, Thays Machado, na Praça Santos Dumont, às 18 horas de terça-feira (24), momentos antes da missa de 7º dia em memória de Thays.
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A servidora e o namorado dela, Willian Moreno, foram mortos a tiros no dia 18 de janeiro, em frente ao prédio Solar Monet, no bairro Consil. O ex-namorado dela, Carlinhos Bezerra, filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra, é autor confesso do duplo homicídio.
Aplicação da lei é falha
Maria Fernanda destaca ainda que a Lei Maria da Penha é boa, contudo, a aplicação da mesma falha, especialmente após a denúncia da mulher. Ainda falta respaldo depois que a mulher expõe o caso de violência doméstica e, de fato, o agressor parar com a violência.
“São necessárias políticas públicas que façam a legislação funcionar de forma eficaz”, aponta.
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A presidente da Comissão do Direito da Mulher da Ordem dos Advogados (OAB/MT), Glaucia Amaral, destaca que não se pode naturalizar o feminicídio e a violência doméstica.
“Não dá para achar normal a morte da mulher porque o autor não aceitou o fim do relacionamento ou porque não considera que ela esteja exercendo um papel de mulher diferente do que esteja na cabeça dele”.














Ana luz 25/01/2023
Quem produz os cidadãos e a família, infelizmente o machismo prevalece nos lares como algum comum.A família, as mães, deveriam ensinar os meninos respeitarem as mulheres desde de berço tudo e uma questão cultural.Ha de demorar muito para acabar com isso , infelizmente não vejo nem um trabalho que educacional neste sentido.
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