Cuiabá, 01 de Fevereiro de 2023
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24 de Janeiro de 2023, 20h:45 - A | A

GERAL / MORTA PELO EX

Família de Thays Machado resume situação em que vive: “Horror”

Familiares participaram de ato contra feminicídio pouco antes da missa de sétimo dia

DÉBORA SIQUEIRA
DO REPÓRTER MT



Alguns membros da família da servidora do Tribunal de Justiça e professora de Direito, Thays Machado, assassinada a tiros pelo ex-namorado Carlinhos Bezerra, participaram de um ato pedindo justiça pelo feminicídio ocorrido no dia 18 de janeiro, em frente ao prédio onde a mãe dela mora, no bairro Consil.

Uma manifestação foi realizada no início da noite desta terça-feira (24), na Praça Santos Dumont, uma hora antes do início da missa de 7º dia em memória de Thays Machado, na Igreja Mãe dos Homens.

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A madrinha e tia paterna da vítima, Adilza Machado, estava muito abalada assim como os demais membros da família que não quiseram gravar com a imprensa. Ela mal conseguia conter as lágrimas e comentar o que aconteceu com a sobrinha e resumiu o que a família está vivendo. “Horror”.

Ela e a sogra do irmão de Thays participaram do ato realizado pelo Movimento Conecta, junto com coletivos como Lírios, Ampara, Mulheres Até Quando?, Rede Feminina, Mulheres do Brasil, para cobrar justiça.

Adilza comentou que apesar dos demais familiares não terem forças e estarem emocionalmente muito abalados com que aconteceu, essa manifestação é forma de carinho para eles.

“Ser mulher nesse país é como andar com um alvo nas costas. Mulher não é patrimônio de ninguém e esse tipo de pensamento de posse precisa mudar”, comentou a tia e madrinha de Thays ao Repórter MT.

O irmão da vítima, Thyago Machado, disse que a família confia na Justiça e espera que o assassinato da irmã sirva de alerta para a sociedade. Muito emocionado, ele completou que ela faz muita falta, mas que o caso pode servir como exemplo.

“Nossa família é cristã, acreditamos em Deus e a Justiça esta sendo feita, com um brilhante trabalho da Polícia Civil. Minha irmã já foi gestora da Vara da Violência Doméstica e a gente acredita que nunca vai acontecer nada com a gente, não podemos acreditar nisso. Então num esforço ter vários movimentos, procurar advogado, procurar a família para denunciar e que isso possa mais rápido possível neutralizar o individuo, porque ele solto pode uma pessoa extremamente agressiva e acontecer outra barbaridade dessa”.

 

 

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