DAFFINY DELGADO
DA REDAÇÃO
O desembargador Gilberto Giraldelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), manteve a prisão de Ana Claudia Flor, acusada de planejar e mandar assassinar o próprio marido Toni Flor, em agosto de 2020. A decisão foi proferida na sexta-feira (8).
No pedido de liberdade, a defesa da acusada argumentou que Ana tem bons antecedentes, endereço fixo e três filhas menores de idade.
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Em setembro, o Ministério Público de Mato Grosso já tinha se manifestado contra a liberdade da acusada. Na ocasião, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou que o sofrimento das filhas é de responsabilidade da acusada. "Nem o amor pelas próprias filhas foi capaz de impedi-la de praticar o odioso crime de homicídio”, diz trecho de manifestação.
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Relembre o caso
Ana Claudia foi denunciada pelo MPE por homicídio qualificado. Além dela, também foram denunciados pelo mesmo crime Igor Espinosa, Wellington Honorio Albino, Dieliton Mota da Silva e Ediane Aparecida da Cruz Silva.
De acordo com a investigação, Toni e Ana Claudia estavam casados há 15 anos, tendo inclusive três filhas. O casamento, no entanto, vinha se deteriorando, notadamente por conta de relacionamentos extraconjugais da acusada.
Alguns dias antes de ser morto, Toni teria anunciado a intenção de se separar. O crime foi encomendado pelo valor de R$ 60 mil, mas a acusada pagou apenas R$ 20 mil para o atirador Igor.
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