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30 de Novembro de 2022, 08h:14 - A | A

GERAL / PODE SER EXONERADO

Delegado que ameaçou mulher de morte em ação truculenta só está no cargo há 7 meses

O caso aconteceu na segunda-feira (28). Mulher teria descumprido ordem judicial de não se aproximar do enteado do delegado.

DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTER MT



O delegado da Polícia Civil, Bruno França, acusado de abuso de autoridade e coação, em ação policial contra uma mulher na noite de segunda-feira (28), que teria descumprido uma ordem judicial de se aproximar do seu enteado, de 13 anos, integra a 17ª Turma do Curso de Formação Técnico-Profissional da Academia de Polícia e está trabalhando há pouco mais de 7 meses.

A cerimônia de posse ocorreu no dia 31 de março deste ano. Isso significa que ele ainda está na fase de estágio probatório. De acordo com o Estatuto da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, o período para alcançar a Classe A na instituição, ou seja, se tornar efetivo de fato, é de três anos.

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Para garantir a efetivação no serviço público, independente da função que exerça, é necessário cumprir alguns requisitos nesse período, como por exemplo, assiduidade, disciplina, capacidade de iniciativa, produtividade e responsabilidade.

Caso ele seja condenado em processo administrativo ou judicial devido à ação no condomínio Florais dos Lagos, em Cuiabá, poderá perder o cargo que ocupa.

Atualmente, o delegado está lotado na Delegacia de Sorriso.

O caso

Nesta terça-feira (29), vazou o vídeo do momento em que o delegado entra na casa para prender a mulher, no condomínio Florais dos Lagos, em Cuiabá. França estava armado e acompanhado de outros três policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE).

Na gravação, de pouco mais de três minutos, é possível ver ele chutando a porta para invadir a residência, manda a mulher deitar no chão sob xingamentos e ameaças.

O RepórterMT apurou que não é necessário medida judicial para prender uma pessoa que descumpre medida protetiva de urgência, como é o caso em questão.

Por meio de nota, a Corregedoria da Polícia Civil informou que vai investigar o delegado devido à ação truculenta e também porque ele não poderia ir até o local, já que é parte interessada no caso.

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Mauro 30/11/2022

Pode ser ou deve ser ,,só no Brasil

1 comentários

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