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15 de Junho de 2016, 10h:35 - A | A

GERAL / FETHAB EM DOBRO

'Daqui alguns dias, todos vão reconhecer a importância', diz secretário sobre aumento da cobrança.

O secretário de Infraestrutura Marcelo Duarte explicou como o Estado pretende aumentar os investimentos nas rodovias e defendeu o aumento da cobrança.

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Secretário afirma que só Fethab não é suficiente para garantir obras necessárias, mas que já é um começo.

Secretário afirma que só Fethab não é suficiente para garantir obras necessárias, mas que já é um começo.

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



A partir do próximo mês, em julho, o governo passará a cobrar o dobro do que é pago pelos produtores rurais por meio do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação), o chamado Fethab II. Com isso, a arrecadação anual, que hoje é de cerca de R$ 345 milhões, passará a R$ 700 milhões, dinheiro que será totalmente investido nas rodovias estaduais.

“Quando surgiu o Fethab no governo Dante, os produtores foram contra, entraram com ação, fizeram uma série de movimentos contra o Fethab e hoje não tem um produtor que não reconhece a importância desse fundo, quando devidamente destinado”, defendeu o secretário.

A princípio, a cobrança em dobro é válida somente até o final deste ano, mas, o governo do Estado já está com projeto a ser encaminhado para a Assembleia Legislativa, onde propõe esse aumento para os próximos sete anos, ou seja, enquanto durar a gestão do governador Pedro Taques (PSDB), já contando com uma possível reeleição.

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Caso aprovado, os recursos arrecadados com o Fethab II seriam de R$ 2 bilhões, que seriam utilizados não só em infraestrutura de transportes, mas também em obras sociais, conforme explicou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, em entrevista o jornal Bom Dia Mato Grosso desta quarta-feira (15).

“Os recursos das commodities serão investidos 100% em infraestrutura de transportes. Essa é a proposta vigente atual. O governo do Estado tem outra proposta, está discutindo com o setor de, a partir de 2017, utilizar parte desses recursos também para infraestrutura social, que são escolas, hospitais, enfim”, disse Duarte.

“Grande parte dos líderes estão apoiando este projeto porque eles têm uma visão de futuro muito positiva. Estão enxergando que apesar disso representar um sacrifício a curto prazo, no médio prazo vai representar vidas sendo preservadas nas rodovias", argumentou.

O secretário destaca que apesar de representar mais cobrança para o setor produtivo, o Fethab II vai trazer benefícios tanto para os produtores, quanto para a sociedade. Ele lembra que quando o fundo foi criado, no início dos anos 2000, houve grande alvoroço da classe agropecuária do estado, mas que, depois, eles passaram a concordar com a contribuição. “Quando surgiu o Fethab no governo Dante, os produtores foram contra, entraram com ação, fizeram uma série de movimentos contra o Fethab e hoje não tem um produtor que não reconhece a importância desse fundo, quando devidamente destinado”, defendeu o secretário.

Desta vez, o Conselho do Fethab, composto pelos presidentes das entidades dos produtores, como era de se esperar, não gostou da ideia de ter que pagar mais, mas também não ofereceu grande resistência ao pedido do governador Pedro Taques (PSDB) para que o Estado não tenha que parar os investimentos por conta da crise econômica.

“Grande parte dos líderes estão apoiando este projeto porque eles têm uma visão de futuro muito positiva. Estão enxergando que apesar disso representar um sacrifício a curto prazo, no médio prazo vai representar vidas sendo preservadas nas rodovias, menores custos, cidades que hoje não têm ligação asfáltica atingindo esse patamar de dignidade. Mato Grosso tem 141 municípios, temos 40 que inda não têm ligação asfáltica!”, afirma Duarte.

“Mato Grosso precisa de R$ 10 bilhões em investimentos só na sua infraestrutura e o Fethab, em sete anos, vai colocar pra dentro de casa R$ 2 bilhões”, afirma.

Outros recursos

Apesar de o Fethab representar uma ajuda importante para o Estado continuar construindo e recuperando estradas, ainda não é o suficiente para atender a demanda. “Mato Grosso precisa de R$ 10 bilhões em investimentos só na sua infraestrutura e o Fethab, em sete anos, vai colocar pra dentro de casa R$ 2 bilhões”, afirma o secretário.

Ele afirma que está viabilizando mais R$ 1 bilhão junto a outras fontes, como bancos públicos, ainda para este ano. “Esta semana a gente conseguiu viabilizar R$ 300 milhões que já estão na conta e que serão investidos agora no segundo semestre. Temos mais R$ 720 milhões, dentre eles R$ 470 milhões para pontes, R$ 250 milhões para restauração, que está dependendo de ajustes com o Banco do Brasil e tem mais R$ 100 milhões com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que eu acredito que sai no segundo semestre”. 

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