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O Consórcio VLT foi notificado ainda por não manter no canteiro da obra um engenheiro responsável técnico e também pela empresa não ter projeto da reforma.
KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea) notificou e multou o Consórcio VLT, responsável pela obra do Viaduto Jamil Boutros Nadaf, mais conhecido como Viaduto da Sefaz, por contratar empresa terceirizada, a Santa Bárbara, que não é registrada no Conselho, para fazer o reparo do elevado.
O Consórcio VLT foi notificado ainda por não manter no canteiro da obra um engenheiro responsável técnico e também pela empresa não ter projeto da reforma.
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O viaduto da Sefaz é uma das problemáticas obras da Copa. Seis meses após ser entregue, apresentou rachadura na pista. Desde agosto do ano passado, está interditado.
A fiscalização feita pelo Crea gerou auto de infração e multas, sendo duas no valor de R$ 500 e uma de R$ 5.200.
O engenheiro André Schuring, conselheiro do Crea, destaca que o valor das multas não é alto, mas elas são pedagógicas, para corrigir um problema sério.
“O que esperar de uma empresa que não é registrada no conselho fiscal?”, questiona ele. Além disso, a falta de um responsável técnico na obra e a falta de projeto podem gerar problemas de execução do serviço.
"A obra já estava em andamento quando fizeram o projeto, e quando iniciaram a reforma, refizeram o projeto novamente com ela em andamento. Semana que vem começam a colocação das escoras", diz Gustavo.
Esse tipo de reparo que está sendo feito no viaduto do CPA se chama cimbramento (escoramento). No dia último sábado (14), as vias foram trancadas para a colocação de vigas de sustentação no elevado.
Desde então, várias interdições foram feitas na avenida do CPA e próximo ao viaduto. As alterações no trânsito devem permanecer durante cinco a sete meses, até a conclusão dos reparos.
O RepórterMT entrou em contato com a Secretaria de Estado de Cidades para saber se o governo de Pedro Taques (PDT) tinha conhecimento dessa contratação irregular e como recebeu a notícia da notificação do Crea, mas até o fechamento da matéria não obteve retorno.
O secretário Gustavo Oliveira, do Gabinete de Projetos Estratégicos do Governo do Estado, afirma que, apesar deste empreendimento não ter tido projeto inicial, o viaduto não corre o risco de desabar.
Mesmo antes de ser inaugurado, em fevereiro de 2014, já mostrava baixa qualidade, com asfalto defeituoso, rachaduras e abertura de espaços entre as vigas de concreto, que colocariam em risco a segurança da obra.
“Vamos trabalhar firmemente para terminar essa obra de forma técnica. A obra já estava em andamento quando fizeram o projeto, e quando iniciaram a reforma, refizeram o projeto novamente com ela em andamento. Semana que vem começa a colocação das escoras”, afirmou Gustavo.
A obra já custou, até agora, R$18 milhões aos cofres públicos. No entanto, ainda não foi contabilizado se haverá cobranças adicionais do Consórcio VLT-Cuiabá.
O Viaduto da Sefaz foi interditado pelo Consórcio VLT parcialmente no dia 26 de julho para que no local fossem realizados reparos nas junções do viaduto, que faz com que a dilatação seja maior do que a prevista.
No local também foi realizada a blindagem dos cabos elétricos responsáveis pela iluminação do elevado. Já no início de agosto foi anunciada a interdição total do local. Em seguida o Consórcio anunciou que o local permaneceria interditado até 2015 para obras.














Honesto 21/02/2015
Como que faz uma obra desta magnitude, sem o acompanhamento do órgão fiscalizador?
1 comentários