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13 de Setembro de 2020, 18h:11 - A | A

GERAL / EXPECTATIVA DE 40%

Berçario na Capital fez pesquisa para retomar atividades

Pediatra lembra que maioria das crianças de até 5 anos é assintomática ao vírus, porém mais propensa a transmitir

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Volta das escolas que atendem crianças entre 6 meses e 4 anos

Volta das escolas que atendem crianças entre 6 meses e 4 anos

JOAO AGUIAR
DA REDAÇÃO



Após quase seis meses de quarentena, as escolas particulares e berçários que atendem crianças entre seis meses e quatro anos de idade voltaram a funcionar na quinta-feira (10), em Cuiabá. O decreto assinado pelo prefeito Emanuel Pinheiro, no início do mês, prevê a volta gradativa das aulas na Capital.

De acordo com a diretora do berçário Espaço da Criança, Nayara de Araújo, o retorno das aulas já estava sendo preparado, há muito tempo, e esse foi um momento de confiança entre os pais e a escola.

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“Nós fizemos um questionário com os pais para ver quantos tinham a intenção de trazer os filhos quando as aulas voltassem, e 40% deles responderam que traria sim, os filhos. Na quinta, quando as atividades retornaram, tivemos um bom número de crianças e temos expectativas de, ainda, virem mais alunos na segunda-feira (14)”, conta Nayara.

A diretora explica que a escola está tomando todos os cuidados durante as aulas. “Nós criamos uma cartilha, baseada no decreto que teve aqui, em Cuiabá, e em outros do Brasil e do mundo e estamos trabalhando com todo o cuidado. Nossa orientação é que as crianças usem três máscaras por dia. Uma quando elas chegam, na parte da manhã, nós fazemos a troca dessas máscaras e na parte da tarde tem outra troca”, explica.

Nos dois primeiros dias de aula, conta a diretora, os resultados foram bem satisfatórios. “Está melhor do que a gente imaginou. As crianças estão usando e trocando a máscara tranquilamente, passando álcool em gel sempre e também sabem que têm que ficar nos seus lugares durante a aula”, relata.

A pediatra e patologista clínica Natasha Slhessarenko não concorda com a volta às aulas em Cuiabá. Para a especialista, a liberação das atividades escolares, neste momento, deveriam ser apenas para os alunos mais velhos, do ensino médio. “Estudos mostram que a maioria das crianças entre zero e cinco anos é assintomática ao vírus e mais propensas a transmitir também. É um perigo grande que algumas estão correndo”, critica.

Natasha Slhessarenko orienta para os cuidados que os pais devem tomar com os filhos que estão indo para as escolas e berçários. “Evitem levar os filhos em transporte público, mas se esse for o único jeito, tentem não ir durante horários de pico. Quando chegar da escola deem banho na criança e não deixem ela entrar em contato com pessoas do grupo de risco”, alertou a pediatra.

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