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10 de Junho de 2016, 18h:18 - A | A

GERAL / DECRETO 380

Após pressão de empresários, governo adia nova cobrança de ICMS para 2017

Enquanto o Estado alega que precisa se enquadrar ao Código Tributário Brasileiro e ao Confaz; empresários alegam crise e tempo exíguo pra se adequarem às novas regras; solução foi adiar o prazo de vigência do decreto pela terceira vez.

Gcom-MT

Estado concordou em fazer novos diálogos antes de iniciar nova forma de cobrança do ICMS.

Estado concordou em fazer novos diálogos antes de iniciar nova forma de cobrança do ICMS.

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que vai adiar para janeiro de 2017 o início da vigência do decreto 380, que altera a forma de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O anúncio foi feito em reunião realizada na manhã desta sexta-feira (10), no Palácio Paiaguás, onde o governo se reuniu com a classe empresarial e parlamentares. Na ocasião, o secretário de Fazenda, Paulo Brustolin, destacou que a ideia é que as regras contidas no decreto sejam mais amplamente discutidas, levando em conta a reforma tributária que o Estado pretende realizar ainda neste ano.

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“Nós temos a preocupação de fazer uma reforma ampla e definitiva. Não queremos fazer uma reforma para inglês ver. Nosso compromisso é de ouvir todos os setores para construirmos a melhor legislação possível. Mato Grosso não pode continuar prestigiando condições que não resultam na livre concorrência. Temos que ser um Estado igual para todos”, pontuou Brustolin.

Com o adiamento da vigência do decreto, o Estado deixará de arrecadar cerca de R$ 91 milhões até o final do ano. Mas Hermes Martins, presidente da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso), destacou que, por conta da crise, a instauração do decreto neste momento seria prejudicial para todo o setor comercial. “Já vivemos um período caótico com o fechamento de mais de 112 mil empresas do setor comercial entre 2015 e este ano", pontuou.

Esta foi a terceira vez que o governo altera a data de vigência do decreto 380 por conta da pressão do empresariado, que alega não ter tempo suficiente para se adequar às novas regras. O decreto foi publicado no final do ano passado com previsão de iniciar a funcionar no dia 1º de janeiro deste ano. Mas a data foi alterada para abril e depois para julho, completando agora, o terceiro adiamento.

Durante o encontro, a iniciativa privada e o governo se comprometeram em fazer uma parceria para contratar a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para realizar um estudo de toda a legislação tributária já existente em Mato Grosso, o que servirá de base para a elaboração da reforma tributária. 

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