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31 de Março de 2023, 10h:49 - A | A

GERAL / CARNÊS SUSPENSOS

Após decisão do TJ, Prefeitura notifica bancos para que não aceitem pagamento de IPTU

Tribunal de Justiça derrubou lei que aumentou valor do IPTU em Cuiabá durante sessão nessa quinta-feira (30).

Luiz Alves/Secom

Prefeitura já informou para bancos não aceitarem pagamento de IPTU

Prefeitura já informou para bancos não aceitarem pagamento de IPTU

JOÃO AGUIAR
DO REPÓRTER MT



Após o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso suspender a lei municipal que aumentou o valor do IPTU em Cuiabá, a Prefeitura já informou aos bancos para que não recebam os valores referentes aos carnês do imposto de 2023. A primeira parcela venceria já no dia 12 de abril.

Essa foi uma das ordens do TJMT ao considerar inconstitucional a lei municipal 6.895/2022, que atualiza a planta de valores genéricos de Cuiabá. Na própria decisão, proferida na noite dessa quinta-feira (30), o Órgão Especial ordenou que a Prefeitura tome as medidas necessárias para que os boletos já emitidos não sejam pagos pelos contribuintes.

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A Prefeitura de Cuiabá foi notificada da decisão na manhã desta sexta-feira (31). Os carnês já tinham sido enviados para a população da capital no início de março. 

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Prefeitura deve suspender boletos do IPTU e impedir que bancos recebam pagamentos

Em seu voto, a desembargadora Serly Marcondes Alves, relatora da Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pelo Ministério Público, ressaltou o "caráter arrecadatório" da lei municipal, citando como exemplo a Avenida Airton Sena da Silva, em que houve um aumento de 620% no valor do metro quadrado.

“Pelo que dos autos consta, não subsiste controvérsia quando ao fato que o reajuste proposto pela municipalidade elevou o preço do metro quadrado de alguns logradouros em mais de trezentos por cento. Enquanto que na linha da tese defensiva, reduziu o de outros em até 21,5% do valor anteriormente em vigor”, diz o voto da magistrada.

Na ação, o Ministério Público enfatizou que a lei acarretaria um aumento no valor do tributo de forma desproporcional, violando a capacidade contributiva do cidadão, tendo na prática "efeito de confisco".

O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal de Cuiabá em 28 de dezembro de 2022, por 13 votos a 8. Na justificativa apresentada ao Parlamento Municipal, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) alegou que a Planta Genérica de Valores, que possibilita a obtenção dos valores venais dos imóveis urbanos de Cuiabá, está sem reajuste há mais de 11 anos. A última PGV é do ano de 2010.

A ideia era atualizar o valor dos imóveis, especialmente nas regiões que ficaram valorizadas após obras importantes, como as trincheiras e viadutos construídos para a Copa do Mundo.

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Marcelo 31/03/2023

Mais uma DESMORALIZAÇÃO da casa dos horrores que acataram essa \"ordem\" do mané paletó. Ou seja, abram os olhos vcs que estão cegamente do lado desse prefeito.....kkkkkk

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1 comentários