CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
Agentes de trânsito de Cuiabá, mais conhecidos como “amarelhinhos”, passarão a receber dois salários mínimos ao ano (R$ 1,576) para cobrir custos com uniformes. O auxílio será pago a partir de fevereiro de 2016 e será repassado pela Prefeitura, com reajuste conforme o salário vigente. O projeto foi enviado pelo prefeito Mauro Mendes (PSB) à Câmara Municipal e foi aprovado na última terça-feira (20), faltando apenas ser sancionado e publicado.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes de Trânsito e Transportes de Cuiabá (Sinattrac), João Bosco de Campos, “esse projeto veio a calhar porque a Prefeitura é tardia, alega o presidente do sinattrac.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes de Trânsito e Transportes de Cuiabá (Sinattrac), João Bosco de Campos, “esse projeto veio a calhar porque a Prefeitura é tardia. Então já tira uma responsabilidade da Prefeitura de estar fazendo isso porque tem muita demanda e às vezes, passa despercebido, demora”, afirma. O sindicalista reclamando que a categoria está há dois anos sem receber fardamento novo, o que prejudica o dia-a-dia do trabalho e fere o regimento interno, que exige o uso de uniformes padrão. “Você vê na rua agente de várias tonalidades de uniforme: amarelo mais claro, meio amarelo, amarelo mais forte, rasgado, desbotado. Então, não fica bem para a instituição e nem pra nós que estamos lá à vista dos munícipes”, argumenta.
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Em entrevista ao
, o diretor de trânsito, Gustavo Albino, confirma a situação relatada pelos amarelinhos. “O fardamento está deteriorado. Na verdade, o regimento interno dos agentes de trânsito preconiza que a Administração Pública, a Prefeitura tem que providenciar o uniforme para o agente de trânsito. Então esse auxílio fardamento é algo que já existe na Polícia Militar, em alguns outros órgãos de outras cidades, o que facilita a aquisição”.
O diretor de trânsito, Gustavo Albino, confirma a situação relatada pelos amarelinhos. “O fardamento está deteriorado". Ele defende que o auxílio existe em órgãos de outras cidades.
Até o momento, o fardamento era adquirido por meio de licitação realizada pela Prefeitura, que distribuía o uniforme aos agentes, mas havia muita reclamação de que os tamanhos não eram compatíveis, as que mais se sentiam prejudicadas eram as mulheres. Agora, os próprios agentes irão comprar suas fardas em empresas credenciadas e aprovadas pela Prefeitura, que irá controlar a idoneidade das mesmas. Além disso, haverá o controle por meio de nota fiscal da compra do fardamento completo, cabendo a sanção de perda de produtividade a quem não seguir as novas normas.
De acordo com o diretor, o conjunto completo, composto por coturno, calça, camisa, camiseta, boné e equipamentos de proteção individual (EPI’s), custa em média 350,00 reais. Ele afirma que houve um levantamento dos custos e “entendeu-se como mais simples e mais eficaz fazer dessa forma” e que vai dar para o agente comprar de dois a três conjuntos por ano a partir do ano que vem. O valor de dois salários mínimos foi estipulado pela própria Prefeitura.









