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Cuiabá, 17 de Junho de 2026
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02 de Janeiro de 2021, 11h:42 - A | A

ENTREVISTA / GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Delegado: Tenho convicção que Taques era o principal beneficiado do esquema

MAJU SOUZA
DA REDAÇÃO



Em entrevista ao RepórterMT, o delegado titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Flávio Stringueta, que participou das investigações do escândalo conhecido como Grampolândia Pantaneira, em 2017, afirmou ter convicção que o ex-governador Pedro Taques (Solidariedade) era o beneficiado do esquema.

“Eu sei que a investigação está encaminhada e muito bem encaminhada. Acredito que teremos desfecho de inquérito, cada um vai ter o desfecho de acordo com o tempo. A investigação principal, que era sobre a Grampolândia para apurar se havia participação do ex-governador (Pedro Taques), e eu volto a dizer que eu tenho convicção que sim, porque ele era o único beneficiado com aquela Grampolândia”, aponta o delegado.

No entanto, ele ressalta que sua convicção não pode ir para o inquérito e, em algum momento, os inquéritos chegarão a essa conclusão. Ele argumenta que há uma demora, pois houve uma quebra de sigilo de todas as interceptações do Estado, para fazer um levantamento, o que demanda muito tempo para pouco efetivo.

O caso das escutas telefônicas ilegais chegou de ir para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em uma manobra jurídicas dos réus. No ano passado voltou a ser investigado pela Polícia Civil, nas mãos da delegada Ana Cristina Feldner.

“Na época que eu participei [das investigações] da Grampolândia nós estávamos com os inquéritos bastante encaminhados. Os investigados, percebendo que a investigação ficando aqui, na mão do desembargador Orlando Perri, da delegada Ana Cristina Feldner e minha, esses inquéritos iriam chegar ao fim mais fácil. Eles efetivaram uma manobra jurídica conseguindo que as investigações fossem para o Supremo Tribunal de Justiça, isso em outubro de 2017. Quando foi para o STJ às investigações pararam. Ela retornou para Mato Grosso no início de 2019, a doutora Ana Cristina Feldner foi novamente nomeada para essa investigação e desde então não está parada”, conta.  

Veja entrevista completa:

 

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