DA REDAÇÃO
Há exatamente seis anos, o Governo do Estado, por meio da extinta Secopa (Secretaria Extraordinária da Copa), exibia os primeiros vagões do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que deveriam compor o pacote de obras para a Copa do Mundo, além de modernizar o transporte público da Grande Cuiabá.
As carretas que faziam o transporte dos vagões 'desfilaram' com os primeiros carros do VLT pelas principais vias da Capital e despertaram o clima de comemoração entre a população, que esperava ver o trem de superfície em atividade em poucos meses ao custo de R$ 1 bilhão.
Porém, as únicas coisas às quais os cuiabanos tiveram acesso foram centenas de páginas da delação em que o ex-governador Silval Barbosa admite um grande escândalo de corrupção que desviou, pelo menos, R$ 18 milhões.
Ao todo, a gestão Silval adquiriu 40 comboios, cada um composto por sete vagões. A aquisição foi orçada à época em R$ 500 milhões.
Para quitar as contas de empréstimos feitos para adquirir carros e construir o VLT, o contribuinte de MT ainda paga cerca de R$ 500 mil ao dia.
Até hoje, o VLT é um sonho que virou pesadelo.
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