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Cuiabá, 08 de Junho de 2026
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24 de Outubro de 2020, 18h:34 - A | A

CORONAVÍRUS / POLÊMICA NACIONAL

Secretário descarta vacina obrigatória: 'Com decisão de Bolsonaro tudo mudou'

Gilberto Figueiredo disse que, assim que alguma vacina for aprovada e certificada pela Anvisa, e Ministério liberar as doses, MT realizará um trabalho para orientar população

SÍLVIA DEVAUX
DA REDAÇÃO



O secretário estadual de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), Gilberto Figueiredo, adiantou que a população não será obrigada a tomar vacina para imunização da covid-19. "Tudo que ocorre neste país em nível de vacinação é coordenado pelo Ministério da Saúde, por meio do Plano Nacional de Imunização. Mato Grosso não ficará de fora, será contemplado como todos os estados dentro dos critérios que o Governo Federal vai estabelecer", pontuou o secretário.

Como o presidente Jair Bolsonaro defende, não haverá obrigatoriedade na vacinação. O gestor da SES reforçou que o interesse do Governo do Estado sempre foi o de convencimento da população. Assim que alguma vacina for aprovada e certificada pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e o Ministério liberar as doses, Mato Grosso realizará um trabalho para orientar "que a imunização é uma proteção individual e coletiva. Todos deveriam atender esses requisitos".

Na última semana, uma equipe da Secretaria começou a se engajar no processo de testagem junto a pequisadores no Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) da Coronavac, a vacina produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil. Segundo Gilberto, os testes no Estado estavam em andamento abrangendo primeiro os profissionais da saúde e se tudo corresse bem, os próximos seriam as pessoas do grupo de risco ao novo coronavírus.

Mas, a expectativa de Mato Grosso em começar a imunização à covid-19 no início do próximo ano, como até chegou a divulgar o governador Mauro Mendes, foi frustrada depois que o Governo Federal desautorizou o Ministério da Saúde em adquirir a Coronavac. A previsão, revelou o secretário, era de finalizar a testagem do primeiro lote até o próximo mês de novembro. Só aguardavam a autorização da Anvisa, mas com decisão do presidente Jair Bolsonaro tudo mudou.

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