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30 de Outubro de 2026

19 de Março de 2026, 07h:00 - A | A

CIDADES / 100 MAIORES DO BRASIL

Várzea Grande é a 97º  em saneamento; investimento é  20% do necessário

Com investimento pífio de R$ 47 por habitante, cidade amarga a 97ª posição no ranking nacional.

Reprodução

Com apenas 32% de coleta de esgoto e perda de mais da metade da água tratada, a "Cidade Industrial" amarga a 97ª posição entre as 100 maiores cidades do Brasil.

Com apenas 32% de coleta de esgoto e perda de mais da metade da água tratada, a "Cidade Industrial" amarga a 97ª posição entre as 100 maiores cidades do Brasil.

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



Várzea Grande se consolida como um dos maiores gargalos de infraestrutura básica do Brasil. O Ranking do Saneamento 2026, divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Trata Brasil, coloca o município na vergonhosa 97ª posição entre as 100 maiores cidades do país.

Os dados revelam um cenário de abandono. A "Cidade Industrial" investe apenas R$ 47,40 por habitante ao ano, valor que representa menos de 20% dos R$ 225 estipulados pelo Plano Nacional de Saneamento (PLANSAB) para a universalização dos serviços.

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O descaso reflete diretamente na qualidade de vida da população. Enquanto o marco legal exige metas próximas a 100%, Várzea Grande consegue coletar apenas 32,87% do esgoto produzido.

No tratamento dos dejetos, o índice é ainda mais alarmante, chegando a apenas 22,23%. Somado a isso, o desperdício de água tratada é crítico, com 55,27% da produção perdida em vazamentos e ligações clandestinas antes de chegar às torneiras.

Cuiabá é destaque nacional

Cuiabá foi apontada pelo Trata Brasil como a capital brasileira que mais investiu em saneamento proporcionalmente à sua população entre 2020 e 2024. Com um aporte médio de R$ 349,98 por habitante, a Capital de Mato Grosso investe sete vezes mais que Várzea Grande e foi a única do país a superar a meta de excelência do PLANSAB.

"Os municípios com pior desempenho investem, em média, R$ 77,58, valor 66% inferior ao necessário. Várzea Grande está abaixo até dessa média dos piores", aponta o relatório.

A disparidade coloca a gestão de Várzea Grande sob pressão em um ano eleitoral, evidenciando que a falta de recursos é o principal entrave para que o município deixe o grupo dos quatro piores do Brasil, ao lado de Santarém (PA), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC).

Moradores de Várzea Grande, que já convivem historicamente com a falta de água, devem enfrentar um aumento nas contas. A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager-MT) recomendou um reajuste de 24,33% nas tarifas de água e esgoto do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG).

A decisão final sobre a aplicação do aumento agora depende exclusivamente de um decreto da prefeita Flávia Moretti (PL).

Com base nos dados oficiais do Ranking do Saneamento 2026, elaborado pelo Instituto Trata Brasil (ITB), estas são as cidades com os piores indicadores de infraestrutura básica do país. O grupo é liderado por municípios das regiões Norte e Nordeste, com Várzea Grande ocupando a quarta posição entre as mais críticas do Brasil.

RANKING DO ABANDONO

Veja lista das 20 piores cidades em saneamento básico do Brasil:

Santarém (PA) – 100ª colocada (Pior do país)

Porto Velho (RO) – 99ª colocada

Rio Branco (AC) – 98ª colocada

Várzea Grande (MT) – 97ª colocada

Parauapebas (PA) – 96ª colocada

Belém (PA) – 95ª colocada

São Luís (MA) – 94ª colocada

Macapá (AP) – 93ª colocada

Manaus (AM) – 92ª colocada

Jaboatão dos Guararapes (PE) – 91ª colocada

Duque de Caxias (RJ) – 90ª colocada

São Gonçalo (RJ) – 89ª colocada

Maceió (AL) – 88ª colocada

Belford Roxo (RJ) – 87ª colocada

Gravataí (RS) – 86ª colocada

Ananindeua (PA) – 85ª colocada

Olinda (PE) – 84ª colocada

Cariacica (ES) – 83ª colocada

Paulista (PE) – 82ª colocada

São João de Meriti (RJ) – 81ª colocada

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