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17 de Dezembro de 2025, 10h:40 - A | A

CIDADES / MANDOU OAB SE DANAR

Promotora diz que advogados provocaram juíza com objetivo de anular julgamento de investigador que matou PM

Ao RepórterMT, promotora disse que os advogados do atacaram de forma intencional a juíza Mônica Perri

TJMT

A promotora de Justiça Élide Manzini  defendeu a juíza Mônica Perri

A promotora de Justiça Élide Manzini defendeu a juíza Mônica Perri

FERNANDA ESCOUTO
DO REPÓRTER MT



A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos afirmou que os advogados do policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar a tiros o militar Thiago de Souza Ruiz, atacaram de forma intencional a juíza Mônica Perri com o objetivo de anular o júri popular que era realizado no Fórum de Cuiabá.

O julgamento de Mário teve início na tarde de segunda-feira (15), mas a sessão foi interrompida após um bate-boca entre a magistrada e a defesa do réu. Um vídeo divulgado pelos advogados Cláudio Dalledone e Renan Canto mostra a juíza mandando a “OAB se danar”.

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No entanto, segundo a promotora Élide, que estava presente no júri representando o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a magistrada teria sido provocada desde o início da sessão. “Um deles começou a fazer perguntas de maneira ardilosa, induzindo respostas que não condizem com a realidade dos fatos, para realmente levar os jurados ao erro”, disse ela ao .

Diante da situação, Élide destacou que se iniciou uma discussão entre o Ministério Público e a defesa do réu.

“A magistrada então interveio, pedindo que os advogados fossem claros nas perguntas e não induzissem respostas. Aí eles partiram para cima da doutora Mônica, os doutores Cláudio e Renan”, pontuou.

“Eles começaram a gritar com ela, foram desrespeitosos e agiram de maneira misógina. Desrespeitaram a autoridade dela como presidente da sessão, como mulher e como senhora idosa. Não tiveram o mínimo de respeito”, completou.

LEIA MAIS: Bate-boca entre juíza e advogados paralisa julgamento em Cuiabá; "Que se dane a OAB", diz magistrada

Nas primeiras horas dessa terça-feira (16), advogados e representantes da OAB-MT se concentraram em frente ao Fórum de Cuiabá para protestar contra a atitude da juíza. Porém, na avaliação da promotora, a Ordem não analisou o episódio em sua totalidade, considerando apenas um recorte da situação.

“Divulgaram apenas o trecho em que a doutora Mônica diz ‘que se dane a OAB’, mas ninguém mostrou como os advogados vinham sendo mal-educados, nem o quanto a situação já estava deselegante e sem postura”, ressaltou.

“O júri inteiro viu que eles estavam sendo provocativos, induzindo testemunhas. O clima já era de estresse e embate ao longo de todo o dia. Não foi a primeira vez que desrespeitaram a doutora Mônica”, afirmou.

De acordo com Élide, a defesa teria agido de forma proposital, com o objetivo de anular o júri, já que, segundo ela, “o andamento do julgamento não estava favorável para o lado deles”.

“A juíza foi muito provocada e desrespeitada, mas ela é quem preside a sessão. Se ela mandar eu ficar quieta, eu tenho que ficar. Ela é a autoridade máxima do júri”, concluiu.

A promotora também relatou que os advogados teriam feito gravações da sessão de forma ilegal, já que a magistrada não havia autorizado o registro de imagens do julgamento.

Em razão da confusão, o julgamento de Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves foi anulado e remarcado para maio de 2026.

Leia mais - Advogado acusa juíza de abuso de autoridade e diz que vai acionar CNJ

Advogado leva caso ao CNJ

O advogado Cláudio Dalledone Junior acusou a juíza Mônica Perri de abuso de autoridade durante a sessão do Tribunal do Júri e afirmou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) será acionado após os episódios registrados no Fórum da Capital.

Segundo o defensor, a magistrada teria desdenhado da atuação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e impedido o pleno exercício da defesa, o que teria culminado na retirada de advogados do plenário.

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Lembrete 17/12/2025

Lembremos que ações dessa natureza foi muito utilizado por Abílio e outros deputados que filmam trechos de um determinado evento apenas para deturpar alguém ou instituição. Eu sabia que a Magistrada não havia agido daquela maneira por ser arrogante, mas por causa dos defensores. Acredito muito na versão apresentada pela promotora supra citada e a OAB não deve tomar as dores desses países profissionais que querem utilizar meios ardis para tentar safar o cliente da cadeia.

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