FERNANDA ESCOUTO
DO REPÓRTER MT
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos afirmou que os advogados do policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar a tiros o militar Thiago de Souza Ruiz, atacaram de forma intencional a juíza Mônica Perri com o objetivo de anular o júri popular que era realizado no Fórum de Cuiabá.
O julgamento de Mário teve início na tarde de segunda-feira (15), mas a sessão foi interrompida após um bate-boca entre a magistrada e a defesa do réu. Um vídeo divulgado pelos advogados Cláudio Dalledone e Renan Canto mostra a juíza mandando a “OAB se danar”.
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No entanto, segundo a promotora Élide, que estava presente no júri representando o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a magistrada teria sido provocada desde o início da sessão. “Um deles começou a fazer perguntas de maneira ardilosa, induzindo respostas que não condizem com a realidade dos fatos, para realmente levar os jurados ao erro”, disse ela ao
.
Diante da situação, Élide destacou que se iniciou uma discussão entre o Ministério Público e a defesa do réu.
“A magistrada então interveio, pedindo que os advogados fossem claros nas perguntas e não induzissem respostas. Aí eles partiram para cima da doutora Mônica, os doutores Cláudio e Renan”, pontuou.
“Eles começaram a gritar com ela, foram desrespeitosos e agiram de maneira misógina. Desrespeitaram a autoridade dela como presidente da sessão, como mulher e como senhora idosa. Não tiveram o mínimo de respeito”, completou.
Nas primeiras horas dessa terça-feira (16), advogados e representantes da OAB-MT se concentraram em frente ao Fórum de Cuiabá para protestar contra a atitude da juíza. Porém, na avaliação da promotora, a Ordem não analisou o episódio em sua totalidade, considerando apenas um recorte da situação.
“Divulgaram apenas o trecho em que a doutora Mônica diz ‘que se dane a OAB’, mas ninguém mostrou como os advogados vinham sendo mal-educados, nem o quanto a situação já estava deselegante e sem postura”, ressaltou.
“O júri inteiro viu que eles estavam sendo provocativos, induzindo testemunhas. O clima já era de estresse e embate ao longo de todo o dia. Não foi a primeira vez que desrespeitaram a doutora Mônica”, afirmou.
De acordo com Élide, a defesa teria agido de forma proposital, com o objetivo de anular o júri, já que, segundo ela, “o andamento do julgamento não estava favorável para o lado deles”.
“A juíza foi muito provocada e desrespeitada, mas ela é quem preside a sessão. Se ela mandar eu ficar quieta, eu tenho que ficar. Ela é a autoridade máxima do júri”, concluiu.
A promotora também relatou que os advogados teriam feito gravações da sessão de forma ilegal, já que a magistrada não havia autorizado o registro de imagens do julgamento.
Em razão da confusão, o julgamento de Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves foi anulado e remarcado para maio de 2026.
Leia mais - Advogado acusa juíza de abuso de autoridade e diz que vai acionar CNJ
Advogado leva caso ao CNJ
O advogado Cláudio Dalledone Junior acusou a juíza Mônica Perri de abuso de autoridade durante a sessão do Tribunal do Júri e afirmou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) será acionado após os episódios registrados no Fórum da Capital.
Segundo o defensor, a magistrada teria desdenhado da atuação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e impedido o pleno exercício da defesa, o que teria culminado na retirada de advogados do plenário.




















Lembrete 17/12/2025
Lembremos que ações dessa natureza foi muito utilizado por Abílio e outros deputados que filmam trechos de um determinado evento apenas para deturpar alguém ou instituição. Eu sabia que a Magistrada não havia agido daquela maneira por ser arrogante, mas por causa dos defensores. Acredito muito na versão apresentada pela promotora supra citada e a OAB não deve tomar as dores desses países profissionais que querem utilizar meios ardis para tentar safar o cliente da cadeia.
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