THIAGO NOVAES
DO REPÓRTERMT
O advogado Cláudio Dalledone Junior acusou a juíza da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Mônica Perri, de abuso de autoridade durante a sessão do Tribunal do Júri que julga o policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz. Ele afirmou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) será acionado após os episódios registrados no Fórum da Capital.
Segundo o defensor, a magistrada teria desdenhado da atuação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e impedido o pleno exercício da defesa, o que teria culminado na retirada de advogados do plenário e na interrupção da sessão, iniciada nessa segunda-feira (15).
Na manhã de hoje (16), o Conselho de Sentença foi dissolvido e o julgamento acabou sendo anulado antes da decisão final. Com isso, um novo sorteio para definir os jurados será realizado nesta quarta-feira (17), para a retomada da sessão do Tribunal do Júri.
“Foram vários incidentes. Nós estamos experimentando todo tipo de abuso de autoridade por parte da juíza, fazendo com que a defesa não possa ser desenvolvida de maneira técnica e livre”, afirmou Dalledone.
De acordo com ele, a defesa manteve postura respeitosa durante toda a sessão, mas a situação se agravou após a Comissão de Defesa das Prerrogativas da OAB-MT ser acionada. “Nós em nenhum momento passamos do limite. Quando invocamos a Comissão de Prerrogativas, que estava presente, a juíza desdenhou da OAB e determinou que todos fossem retirados. Um abuso de autoridade caracterizado”, disse.
O advogado relatou ainda que, durante o episódio, a magistrada teria feito declarações ofensivas à instituição. “Ela não estava nem aí para a OAB. A OAB que se dane. Podia chamar o presidente, podia chamar quem fosse”, afirmou, classificando a conduta como “um abuso de autoridade sem precedentes que precisa ser contido”.
A confusão provocou reação da advocacia. Na manhã desta terça-feira (16), advogados e representantes da OAB-MT foram até o Fórum de Cuiabá para uma manifestação em defesa das prerrogativas da classe, mas foram impedidos de entrar no local.
Para Dalledone, o bloqueio representa uma nova violação. “Nesse momento há outro abuso, barrando a entrada dos advogados. Isso é um absurdo e reflete contra a população. O advogado é um instrumento de defesa da sociedade e precisa ser respeitado”, declarou.
O advogado confirmou que o Conselho Nacional de Justiça será acionado e que a medida já está sendo adotada pela cúpula da OAB. “O CNJ vai ser acionado, já está sendo acionado pelo presidente do Conselho Federal, Beto Simoneti. A presidente da seccional de Mato Grosso também já está presente”, afirmou.
A OAB Nacional acompanha o caso. Até o momento, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso não se manifestou oficialmente sobre os episódios ocorridos durante o julgamento.
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Marco 21/12/2025
Engraçado que as humilhações fo Ditador Alexandre de Moraes a OAB ficou inerte, agoara querem mostrar força
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