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Cuiabá, 13 de Junho de 2026
13 de Junho de 2026

13 de Junho de 2026, 10h:16 - A | A

VARIEDADES / MILAGRE

Empresária engravida naturalmente mesmo estando na menopausa após quimioterapia: 'Foi um presente para nossa família’

Ana Paula Ferreira Mota foi diagnosticada com linfoma não Hodgkin e passou por oito sessões de quimioterapia

Alice Arnoldi
MARIE CLAIRE



A empresária e decoradora Ana Paula Ferreira Mota, de 43 anos, descobriu um câncer após uma perda significativa de peso e de cabelo. Quando o linfoma Não Hodgkin veio à tona, a moradora de Fortaleza (CE) precisou pausar o sonho de ter o segundo filho. O que ela não esperava era engravidar dez meses após o fim do ciclo de quimioterapia, mesmo estando na menopausa induzida pelo tratamento.

A primogênita, Maria Fernanda, tinha cinco anos quando o casal começou a planejar o segundo filho. “Eu simplesmente não conseguia engravidar. Passou um ano e nada. Fui a vários médicos para investigar, mas os exames não acusavam nenhum problema hormonal”, lembra.

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Até que, em dezembro de 2020, a empresária começou a manifestar sintomas físicos. Ela teve uma queda de cabelo importante, perda de peso e ínguas que iam e vinham no pescoço, na axila, na virilha e entre outros lugares.

“Passei três meses em 2021 fazendo vários exames. Só após esse período consegui a biópsia em uma das ínguas”, conta. Como os gânglios sumiam e reapareciam, dificilmente ficavam visíveis na hora do exame, o que justificou a demora em identificá-los.

Com uma segunda biópsia, Mota descobriu o linfoma não Hodgkin, câncer que se origina nos linfócitos (glóbulos brancos) do sistema linfático, responsável pela defesa do organismo.

A jornada após o diagnóstico
O tratamento consistiu em oito sessões de quimioterapia. Na sexta sessão, o PET-Scan, exame que rastreia focos cancerígenos pelo organismo, mostrou que já não havia mais sinal de tumor em nenhum local de corpo.

Como consequência do tratamento, Mota entrou na menopausa precoce. Alguns medicamentos são desenvolvidos para atingir células que apresentam alta atividade metabólica — como as cancerígenas —, mas também afetam as ovarianas.

“Como o ovário tem uma alta atividade metabólica, é como se esses quimioterápicos tivessem uma afinidade por essa atividade e pudessem destruir esses óvulos. Quando isso acontece, o ovário pode perder, temporária ou permanentemente, sua capacidade de produzir hormônios como estrogênio e progesterona. Como consequência, a mulher pode apresentar menopausa induzida pelo tratamento”, explica a ginecologista e obstetra Fernanda Schier de Fraga, professora da Escola de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Por segurança, o médico orientou a paciente a não engravidar por dois anos. No entanto, como já estava na menopausa, ela manteve relações sexuais com o parceiro sem preservativo.

“Dez meses após a finalização da minha quimioterapia, e durante a menopausa precoce, eu engravidei do meu milagre, o Rafael Victor, que hoje tem 3 anos. Ele foi o maior presente para a nossa família. Ele é um abraço diário que Deus me dá aqui na Terra”, diz.

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