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Cuiabá, 01 de Junho de 2026
01 de Junho de 2026

28 de Fevereiro de 2026, 14h:00 - A | A

CIDADES / NUTRICIONISTA FAKE

Presidente do CRO registra boletim contra dentista por ameaça e violência de gênero

Wania Dantas relatou à Polícia Civil que teme por sua segurança após Pedro Junior gravar vídeos com promessas de agressão física

GUSTAVO CASTRO
DO REPÓRTERMT



A presidente do Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT), Wania Christina Figueiredo Dantas, registrou um boletim de ocorrência contra o cirurgião-dentista Pedro Gonçalves de Souza Junior, o "Pedro Junior", por ameaça, injúria e violência política de gênero, na última quinta-feira (26). O registro foi feito na Delegacia da Mulher, em Cuiabá, após o profissional publicar vídeos no Instagram com ataques pessoais e agressões verbais.

No documento policial, a vítima relata que Pedro Junior proferiu frases como "Vou levantar você, Wania, da cadeira na bicuda" e "a senhora vai se arrepender de ter mexido comigo".

Em vídeos publicados em seu perfil oficial, a presidente afirmou que não aceitará ser intimidada. (Veja no fim da matéria).

"Divergências se resolvem no campo técnico com ética. O que ultrapassa esse limite será enfrentado na forma da lei. Nenhuma mulher deve se calar diante de ataques", declarou Wania na saída da delegacia.

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Como noticiado pelo , este é mais um capítulo na série de polêmicas que envolvem o dentista. Pedro Junior já cumpre suspensão de 30 dias determinada pelo CRO por desmerecer outras categorias da saúde. Além disso, a Justiça de Cuiabá determinou, nesta semana, que ele apague ataques feitos a um professor de tênis, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, após o magistrado identificar que o dentista usa suas redes sociais como "instrumento de intimidação".

O histórico do profissional inclui ainda uma operação recente da Polícia Civil em sua clínica, a Rizzit Odontologia, onde foram encontrados funcionários atuando sem registro.

Pedro Junior também responde a processos cíveis que somam mais de R$ 255 mil em indenizações por supostos erros em tratamentos odontológicos, como fraturas e materiais cirúrgicos deixados dentro de pacientes. O caso agora segue para investigação da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher.

Veja:

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