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Condutores que passavam pelo local aderiram ao buzinaço, reforçando a insatisfação popular.
THIAGO NOVAES
DO REPÓRTERMT
Moradores de Várzea Grande enfrentam falta de água há semanas e, em alguns bairros, o abastecimento não ocorre regularmente há quase 30 dias. A falta de água voltou a gerar revolta entre moradores e motivou uma manifestação nas proximidades do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, nessa semana, com buzinaço e faixas cobrando soluções da gestão municipal.
Durante a mobilização, manifestantes estenderam uma faixa com críticas à gestão municipal, conduzida pela prefeita Flávia Moretti (PL), e mensagens relacionadas à precariedade no abastecimento de água e à situação das ruas. Condutores que passavam pelo local aderiram ao buzinaço, reforçando a insatisfação popular.
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Apesar da repercussão da manifestação, é de conhecimento público que o problema vai muito além de episódios pontuais e atinge diferentes bairros de forma recorrente há anos.
Nos últimos dias, o abastecimento de água em Várzea Grande já havia sido impactado por fatores climáticos. Moradores de pelo menos 11 bairros tiveram o fornecimento prejudicado após as fortes chuvas registradas no início do mês.
De acordo com o Departamento de Água e Esgoto (DAE), o temporal afetou o funcionamento da Estação de Tratamento de Água II (ETA II – Júlio Campos), exigindo a realização de serviços emergenciais para restabelecer o sistema. Apesar da retomada das operações, o órgão informou que o abastecimento ocorre de forma gradativa, devido ao processo de pressurização da rede, o que pode provocar atrasos no fornecimento em algumas regiões.
Veja vídeo:
Em conversa com o RepórterMT, uma moradora do bairro Jardim dos Estados, no loteamento Maria Isabel, afirmou que a situação se agravou nas últimas semanas. Segundo ela, os moradores já se aproximam de um mês sem abastecimento regular.
“Situação caótica. Cada dia pior. Já estamos chegando na quarta semana sem água. Na semana passada começou a voltar [o abastecimento], mas parou de novo. Não deu tempo nem de chegar a metade da caixa e já parou”, relatou.
Ela também destaca que a falta de água não é um problema recente na região. “Quando chove, dizem que é por causa da chuva. Quando não chove, é falta de chuva. A falta de água em Várzea Grande é antiga. Tem bairros que sempre faltou e falta água. Já ficamos outras vezes sem água. Antes, estava vindo só uma vez por semana”, afirmou.
Situação ainda mais crítica é vivida por uma moradora do bairro Asa Bela, que relata enfrentar o problema há mais de cinco anos. De acordo com ela, diversas tentativas de solução já foram feitas junto ao Departamento de Água e Esgoto (DAE), mas sem resultados efetivos.
“Já faz mais de cinco anos que não chega água. Muitos falam que é porque é fim de rede. Já fomos ao DAE, falamos com o presidente. Eles já vieram, já abriram buracos, já fizeram várias intervenções nesse período”, contou.
Como alternativa, o envio de caminhões-pipa passou a ser adotado pelo órgão, mas, segundo a moradora, a medida não resolve a situação e ainda gera dificuldades adicionais.
“Já tem um tempo que eles estão mandando caminhão-pipa, mas, para receber, você tem que parar sua vida, porque precisa ter alguém em casa. Então, mesmo assim, a gente precisa solicitar água, e tudo leva tempo. É realmente complicado”, desabafou.
Em nota, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) informou que uma intervenção realizada nesta semana ocorreu em uma booster localizada próxima ao Posto Papito, na última segunda-feira (16). Segundo a autarquia, o serviço já foi concluído e o sistema de abastecimento encontra-se normalizado.
No entanto, o órgão destacou que, devido ao processo de pressurização da rede, algumas regiões podem apresentar demora no retorno completo da água. O DAE também afirmou que todas as áreas afetadas têm previsão de abastecimento e que o sistema segue sendo monitorado para garantir a plena normalização.






















