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24 de Novembro de 2013, 09h:00 - A | A

CIDADES / MERCADO IMOBILIÁRIO

Cuiabá figura entre capitais com maiores altas; cidade pode estar vivendo \'bolha\'

TITA MARA TEIXEIRA
DA REDAÇÃO



O mercado imobiliário de Cuiabá vive o melhor momento dos últimos anos, mais de uma centena e edifícios estão em construção, maioria de médio e alto padrões. O problema é que, com isso, a cidade vive o que se pode chamar de bolha imobiliária, com preços pra lá de salgados. Um cubículo em edifício de 6 apartamentos por andar, chega a custar R$ 300 mil.

A gordura nos preços dos imóveis é 'explicada', em parte, ´pela Copa do Mundo e as obras de melhorias que a Capital  recebe. De acordo com o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso (CRECI), esta movimentação trouxe uma ampliação em 10% do mercado imobiliário, que refletiu na alta dos preços dos imóveis residenciais e em até 15% dos comerciais.

A nova configuração da cidade, cercada por prédios e edifícios começou a tomar forma nos anos 90, e ganhou impulso nos últimos três anos, com a chegada de grandes construtoras que trouxeram empreendimentos voltados a atender a demanda. 

Aliado a isto, houve maior incentivo financeiro das instituições bancárias com o oferecimento das chamadas carteiras de crédito imobiliário, que impulsionou a venda de imóveis em até 200% nos últimos dois anos, conforme a CRECI. O problema é que, as prestações estão cada vez mais caras e difícieis de pagar. Um apartamento de  50 metros quadrados chega a custar R$ 200 mil, com prestações que passam de R$ 1,5 mil. É aí que entra o fantasma da bolha. Muitos investidores estão apostando numa queda acentuada de preços, após o Mundial.


De acordo com o gerente de negócios da construtora São Benedito,  César Moraes, pensa diferente. Para ele, o crescimento é uma consequência do progresso, que está transformando Mato Grosso, segundo ele,  em uma ‘’vitrine do mundo’’.

“O boom imobiliário foi gradativo em Cuiabá e a população começou a sentir seus efeitos recentemente, quando a Capital deixou seu status de cidade antiga para se tornar o portal do meio ambiente e do agronegócio. O programa de expansão das Capitais é inevitável e consistente e acaba atingindo outras cidades ao redor, como é o caso de Rondonópolis que já está passando por este processo de metropolização’’, exagerou.


Regiões mais valorizadas


Conforme levantamento da CRECI, em Cuiabá, as regiões mais valorizadas estão localizadas na Avenida do CPA.  O valor metro quadrado na cidade varia de R$ 1,8 mil R$ 7 mil. Além da Avenida do CPA, também são supervalorizadas as regiões do Santa Rosa, Jardim das Américas, Goiabeiras e Popular, um dos pontos que, apesar do nome, é um dos mais caros da cidade. 
 

Alta nos preços


De acordo com um levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em agosto deste ano, Cuiabá figura como a terceira Capital com maiores altas nos preços dos imóveis, que registrou crescimento de 10,5%, perdendo apenas para Curitiba-PR (18,5%) e Vitória-ES (10,8%).


De janeiro a julho deste ano a alta no preço do metro quadrado no país chegou a 7,3% enquanto que, no mesmo período do ano passado, houve aumento de 12%.
A alta de 7,3% até julho mostrou que os preços das habitações subiram mais que o dobro da inflação no período, de cerca de 3,2%, considerando dados do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPCA).

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