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Cuiabá, 24 de Maio de 2024
24 de Maio de 2024

30 de Julho de 2010, 14h:14 - A | A

VARIEDADES /

Venda de consórcios está em alta

Gazeta Digital



O mercado de venda de consórcio está em ascensão e a taxa de inadimplência em algumas empresas mato-grossenses é menor do que média registrada no país. Entre a opções mais contratadas estão os consórcios de carros e motos, que chegam a ser 80% das vendas de consorciadoras mistas. Em contrapartida, o volume financeiro movimentado os imóveis representa até 40% do total comercializado entre todas as modalidades disponíveis.

Em Mato Grosso, a venda de cotas de consórcios de veículos chega a 300 por mês na Domani, concessionária Fiat. A gerente de vendas de consórcios, Lúcia Diniz, afirma que há 4 anos começaram a vender os planos e desde então a adesão é crescente. Segundo ela, a média de crédito contratado fica entre R$ 33 mil e R$ 35 mil e taxa de inadimplência oscila entre 7% e 9%, quase 10 pontos percentuais abaixo média nacional. "Fazemos um acompanhamento de pós-venda que dura 4 meses, período considerado mais crítico e em que ocorrem mais desistências. Com a atenção ao público, o cancelamento dos contratos são reduzidos".

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Na Trescinco, concessionária Volkswagem, o comercialização de cotas é feita em parceria com a Discal, empresa da marca responsável pelo consórcio. Há um ano eles iniciaram as vendas e desde então o público alvo pertence às classes C, D e E. O gerente de vendas Marlon Botelho explica que esta parcela da população geralmente faz um consórcio para concretizar um sonho. "Nossos clientes querem poupar para conquistar um sonho, um bem de consumo". A média de vendas está em 55 cotas mês e os valores mais comprados são de R$ 23 mil a R$ 26 mil. A concessionária comercializa cartas de até R$ 90 mil.

O gerente da Racon Consórcios e economista, Daniel Pucca, contrapõe sobre o público alvo ao afirmar que, apesar de serem os mais beneficiados com a opção, este público não tem a cultura de poupar e quando podem adquirir um bem preferem pagar um pouco a mais para ter o bem de imediato. "As pessoas quando tem um aumento de ganho preferem fazer um financiamento e assim, sem perceber, comprometem aquele rendimento a mais com os juros". A empresa de Pucca comercializa diferentes tipos de consórcios, mas 75% deles são para imóveis. "Nosso forte é imóvel e somos os únicos a consorciar até mesmo construções", diz Pucca ao comentar que as taxas administrativas para imóveis são entre 1,52% e 1,80% ao ano.

A diarista Rosana Fátima de Sousa contradiz a opinião de Daniel Pucca. Há 4 anos Rosana começou a pagar o consórcio de uma moto e apesar de já ter sido contemplada, a diarista preferiu não pegar a motocicleta e ao terminar de pagar o consórcio no fim deste ano pretende dá-lo de entrada em um automóvel. "Gostei de fazer o consórcio porque foi a maneira que encontrei para poupar. Agora, no final de ano terei uma carta de crédito que poderei trocar por dinheiro ou usar como entrada para um carro". O diretor comercial da União Consórcios, José Roberto Luppi, diz que na empresa que tem atuação nacional, apenas 20% da cotas são para imóveis, mas que elas movimentam 40% do total comercializado. O economista Antônio Humberto explica que o consórcio tem algumas vantagens frente aos financiamentos.

Segundo Humberto, a aquisição de um consórcio é mais simples do que o financiamento. "Quando se procura um banco, ele faz inúmeras exigências que podem barrar o acesso ao crédito. Com o consórcio, o consumidor adquire uma carta de crédito sem que seja preciso comprovar o rendimento". Além disso, ele diz que o consórcio é uma espécie de poupança, já que ao invés de juros se pagam apenas taxas administrativas e ao final tem a carta de crédito.

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