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30 de Novembro de 2016, 08h:29 - A | A

VARIEDADES / "UBER DE LAVANDERIA"

Electrolux pensa em criar um 'Uber das máquinas de lavar'

Pessoa usaria tempo ocioso de sua própria máquina para lavar a roupa de outras

O TEMPO



A fabricante de eletrodomésticos Electrolux está estudando um projeto de “Uber de lavanderia”, em que as pessoas usariam suas máquinas para lavar roupas de outras pessoas, segundo reportagem publicada no último domingo no jornal britânico “Financial Times”. A iniciativa é inspirada no modelo do Uber, aplicativo em que motoristas particulares prestam serviço de transporte de passageiros semelhante ao do táxi.

Segundo Jonas Samuelson, diretor-executivo da empresa, que é a segunda maior fabricante mundial de eletrodomésticos da linha branca – como geladeira e máquina de lavar –, o momento é de pensar em como resolver alguns desafios do projeto.

“Temos algumas boas ideias que estamos testando. O que acha de um ‘Uber de lavanderia’, em que as pessoas compartilham o tempo que não estiverem usando a máquina de lavar? Mas há enormes complexidades, como o que acontece se as roupas forem danificadas?”, disse Samuelson, em entrevista ao “Financial Times”.

A empresa busca estratégias para impulsionar suas vendas em meio a um desempenho mais fraco de itens como máquinas de lavar louça, aspiradores de pó e secadoras. Um dos focos é a busca por focar mais no atendimento às demandas dos consumidores.

Segundo o executivo, a Electrolux participaria do projeto não apenas com o fornecimento das máquinas de lavar, mas também da tecnologia que permita a comunicação entre as máquinas. Com essas lavadoras inteligentes, as pessoas poderiam compartilhar seus aparelhos e ganhar dinheiro com isso. Vizinhos – ou até estranhos – poderiam reservar um horário na sua máquina de lavar, por meio de um aplicativo.

Com a internet das coisas, eletrodomésticos como máquinas de lavar, lavadoras de louças e TVs, além de sistemas de aquecimento e iluminação, podem ser controlados por um “hub” na casa, uma tela touch ou até por comando de voz. A Amazon, por exemplo, tem a Alexa, assistente virtual para a casa que “conversa” e recebe ordens para controlar aparelhos no ambiente.

A indústria em geral está atrás de razões convincentes para as famílias investirem em novos – e mais caros –a aparelhos inteligentes. A própria Electrolux já lançou um forno com câmera, que fotografa o assado e manda fotos para o telefone do dono, e um aparelho de ar-condicionado controlado por aplicativo de smartphone.

Do computador para a cozinha. Empresas de tecnologia como Google, Apple e Amazon estão are cada vez mais focando na casa inteligente.

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