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Cuiabá, 22 de Maio de 2024
22 de Maio de 2024

14 de Outubro de 2010, 10h:20 - A | A

VARIEDADES /

Com o novo horario à economia prevista é de 24,249 megawatt-hora (MWh)

A Gazeta



Vívian Lessa
Da Redação

A edição 2010/2011 do horário de verão começa à meia-noite de sábado (16), quando os mato-grossenses terão que adiantar os relógios em uma hora. A medida, que visa reduzir o consumo de energia em horário de pico, se estenderá até 20 de fevereiro do ano que vem. Em Mato Grosso, a previsão é que o consumo de energia diminua em até 5,5% no "horário de ponta", entre 18h e 21h. A expectativa é que sejam economizadas 24,249 megawatt-hora (MWh) de energia. Na comparação com os indicadores do ano passado, a diferença é de 42%, considerando que na edição 09/10 foram economizadas 17,075 MWh.

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A economia será a maior das 9 últimas edições do horário realizadas no Estado, e suficiente para abastecer a cidade de Chapada dos Guimarães por 1 ano. No período de 1999/2000 foram economizadas 29,9 MWh de energia. Em relação ao volume total consumido em Mato Grosso neste ano, a economia será de 1%. O gerente de Operação do Sistema da Centrais Elétricas Mato-grossenses (Cemat), Teomar Estevão Magri, explica que o aumento na economia é decorrente do maior consumo de energia no período que antecede o horário de verão.

"Entre agosto e setembro, com o clima seco e falta de chuva, o consumo foi maior. Já neste mês, com o início das chuvas, é esperada uma economia maior no uso da energia". Ao destacar os benefícios do horário de verão, Magri ressalta que o decréscimo da demanda no período de ponta otimiza o Sistema Integrado Nacional (SIN). "Dessa forma, há melhor aproveitamento dos recursos energéticos". De acordo com ele, o ajuste nos ponteiros dos relógios atrasa o acionamento da iluminação pública, além disso prevê um melhor aproveitamento da luz natural.

Conforme a Cemat, o horário de verão também interfere no orçamento dos consumidores, por provocar redução dos custos com geração térmica para atendimento da cargas referentes à demanda de ponta. O óleo diesel, carvão mineral e demais combustíveis que não forem utilizados nas termoelétricas evitarão possíveis ajustes tarifários.

Sistema Isolado - Em Mato Grosso, há apenas 6 municípios que não são atendidos pelos sistemas de transmissão, os chamados "linhões". Essas regiões são abastecidas por usinas termoelétricas movidas a diesel. Nesse caso, a economia prevista com o horário de verão é de 53,95 MWh, ou seja, 16,183 mil litros de óleo diesel, que não serão queimados. A redução será capaz de atender a cidade de Rondolândia por 11 dias. No ano passado, a economia foi de 67,60 MWh ou 20,2 mil litros de combustível.

De acordo com o gerente de Operação do Sistema da Cemat, a redução será resultado das desativações de duas térmicas, em Cotriguaçu e Juruena, prevista para dezembro deste ano. Juntas, estas duas unidades respondem por 63% do Sistema Isolado do Estado. Ele ressalta que Mato Grosso terá apenas as unidades de Guariba, Paranorte, Comodoro e Rondolândia. "Mas a previsão é que até 2012 não exista nenhuma termoelétrica em operação no Estado".

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