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19 de Novembro de 2013, 14h:12 - A | A

VARIEDADES / NOVINHA

Aos 13 anos, Klara Castanho diz que é cedo para namorar: \'Nunca beijei\'

A Paulinha de \'Amor à vida\' rejeita o estilo rebelde e diz que a base famíliar ajuda a manter a cabeça no lugar: \'Não vou surtar como a Miley Cyrus\'.

EGO
DA REDAÇÃO



Klara Castanho tem 13 anos e está vivendo a mesma fase da vida de sua personagem Paulinha, na novela “Amor à vida” : a pré-adolescência. Mas enquanto a menina da trama de Walcyr Carrasco desafia os pais e adota uma postura rebelde, Klara não pode se dar ao luxo. Trabalhando como atriz desde os seis anos, ela mantém uma jornada rígida de trabalho e estudo. “Sou muito controlada. Minha mãe sempre me disse que se eu virasse uma 'pré-aborrecente', ela cortaria tudo”, conta.

 Quando está fora de cena, Klara diz ser uma menina normal. Adora assistir a seriados, fala gírias e tem como programa preferido passar o dia na casa das amigas. Mesmo assim, a atriz mostra gostos refinados para uma menina da sua idade. Usa bolsas Louis Vuitton e Chanel e, como tema para o ensaio de moda para o EGO, queria peças como referências aos anos 1960 porque adora essa década. “É muito colorido, cheio de penteados”, justifica ela, que mostra neste ensaio a tendência da estampa de poá. “Adoro bolinhas! Acho muito charmoso”.

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 A atriz diz que está descobrindo sua vaidade. “Estou começando a virar menininha. Antes, colocava qualquer calça e blusa e achava que estava ótimo. Agora, penso um pouco mais nisso. Demoro horas para escolher a roupa para ir a uma festinha, por exemplo. Também comecei a usar anéis, brincos e colares, coisa que não fazia”. 

 Klara admite que é consumista e que sapato é o seu ponto fraco. “Mas sem salto. Tenho apenas um par [de salto alto]. Um dia tentei usar, mas não é para mim. Quase arranquei meus pés”, diverte-se. Como tem perdido muitas roupas, por causa da fase de crescimento, a atriz tem comprado mais. “Vou com minha mãe ao shopping e definimos o que tenho de comprar. Se não, eu abuso. Ela já sai de casa com a mentalidade de que vai comprar apenas o que preciso. Mas sempre consigo convencê-la a levar uma coisinha a mais, uma blusinha, calça...”.

Miley Cyrus
A relação com os pais – Karla e Cláudio Castanho -, aliás, está presente durante toda conversa com a atriz. Esse é o principal motivo dela não temer o mesmo destino que outras estrelas-mirins tiveram, principalmente em Hollywood. “Nunca vou surtar como a Miley Cyrus. Para trabalhar desde cedo, precisa ter base familiar. Eu sempre tive. Minha mãe me mostra a verdade. Posso fazer vários personagens, mas quando acaba a gravação, volto a ser a Klara Castanho, de 13 anos”, diz ela. “Sei que um dia, se eu não puder mais fazer novela ou atuar, vou entender. É uma profissão difícil e instável”.

 Ainda na temática Miley, ela conta que era fã da cantora e admite que foi um “baque” esta nova fase - com direito a looks periguetes e performances polêmicas. No entanto, acredita que as pessoas têm de aprender a separar a idolatria da vida real. “Não acho que ela tem ser exemplo de ninguém. As pessoas podem ser fãs, mas não precisam viver como o ídolo. Tem de aprender a separar. Não precisa ter a mesma atitude ou corte de cabelo. Não pode deixar de ser você mesmo”. 

 Para Klara, essa fase de fazer tudo por um ídolo já passou. “Já fui muito fã de muita gente, mas passou. Era fã do Justin Bieber, por exemplo. Fui ao show dele, tinha todos os CDs, DVDs, blusas... Já gostei também de Britney Spears e Justin Timberlake. Só não fui para porta de hotel porque minha mãe não deixou. Mas queria muito”.

Amigas
Com esse discurso maduro é de se imaginar que ela só tenha amigas mais velhas. Mas isso não é verdade. Sua melhor amiga, Anna Julia, tem a mesma idade dela. “Nossa cabeça é parecida. As meninas da minha idade já têm uma cabeça mais avançada. Acho importante porque é um crescimento que fazemos juntos. A gente mostra as descobertas novas uma para outra. Tem coisa que só as meninas da minha idade entendem”, comenta.

 Contracenando com dois galãs, Malvino Salvador e Juliano Cazarré, Klara se diverte ao falar quem faz a cabeça das amigas. “Elas ligam muito mais para o Caio Castro. Me pedem para eu tirar foto dele, pegar autógrafo. Mas morro de vergonha, elas ficam só na vontade. Caio é o ídolo de beleza delas. Malvino e Juliano são para outra faixa etária”, explica. 

 Falando em meninos, Klara confessa que acha cedo para ter um namorado. “Nunca beijei ninguém. Acho que sou muito nova para isso. Vou ter tempo”. 

 'Amor à vida'
Já na novela, entre os seus dois “pais” - Ninho (Cazarré) e Bruno (Malvino) -, ela não tem torcida particular. “Quero que eles entrem num consenso para que possam acompanhar o crescimento dela juntos. Não quero ver nenhum dos três sofrendo”, diz ela, referindo-se à sua personagem, Paulinha. Mesmo assim, a atriz fica com dó de Bruno quando Ninho apronta com ele. “Me dá uma raiva! Ai, que ódio que me dá”, brinca.

 A sintonia entre o trio e Paolla Oliveira (Paloma) ultrapassa a TV. Klara conta que está sendo uma experiência maravilhosa trabalhar com os atores. “Eles são demais. São uns dos melhores companheiros que já tive. A gente se conforta muito. Quando alguém está inseguro ou não está se sentindo bem, damos apoio um ao outro. Eu e Paolla somos quase irmãs. Peço dicas para ela e já sei do que ela não gosta. Por exemplo, sei que ela odeia mel, então não deixo o pessoal da arte colocar em cena (risos). Com a convivência, você vai aprendendo”.

 Mesmo tendo a consciência de que a carreira de atriz pode ser passageira, Klara diz que quer aproveitar ao máximo. Plano "B" ela não tem, mas já pensa em fazer faculdade de cinema para virar diretora. “Amo o que faço. Se puder e me chamar, quero ser atriz sempre”.

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