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10 de Outubro de 2012, 11h:49 - A | A

POLÍTICA / NÃO ME VIU

Maluf não apoia ninguém e alfineta o próprio partido

"Minha posição é de neutralidade, não entendo porque temos tucanos querendo apoiar Mauro Mendes, isso sim não tem explicação", disse o deputado

DA REDAÇÃO



O deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), no seu retorno à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL-MT) após o fim do primeiro turno das eleições municipais, usou a tribuna na noite desta terça-feira (9), para reafirmar seu compromisso de defender os interesses de Cuiabá no parlamento estadual. Maluf afirmou que sai muito mais experiente do processo eleitoral e disse ter certeza de ter feito uma campanha propositiva.


“Saio de cabeça erguida. Apresentei minhas propostas para melhorar a vida em Cuiabá. Quando precisei, endureci o discurso, especialmente quando tentaram ludibriar os cuiabanos. Quando precisei, denuncie a exclusão da nossa cidade do processo de desenvolvimento. Não me arrependo de nada disso. Hoje conheço muito mais Cuiabá e vou continuar trabalhando por essa cidade. Como deputado, tenho responsabilidade com todo o estado, mas Cuiabá é minha prioridade”, pontuou Maluf.

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Questionado sobre seu posicionamento no segundo turno na Capital, Maluf reafirmou que adotara uma postura independente no processo eleitoral. O deputado disse entender que não existe coerência em declarar apoio a nenhum dos adversários que avançaram no pleito.


“Tanto Lúdio quanto Mauro representam um grupo político totalmente contrário ao nosso. Grandes críticos da gestão Wilson-Galindo. Lúdio como oposição na Câmara e Mauro sempre se colocou como maior inimigo do PSDB. Taxou Wilson de mentiroso. Minha posição é de neutralidade, não entendo porque temos tucanos querendo apoiar Mauro Mendes, isso sim não tem explicação”, disparou Guilherme.


O deputado estadual defendeu o financiamento público de campanha para tentar diminuir o abuso de poder econômico nas eleições. “É a grande saída, pois o que vimos nesta eleição foi a grande utilização de caixa dois, tornando a disputa desigual”, opinou.  Guilherme Maluf avaliou que a eleição em Cuiabá virou uma guerra para definir com antecipação o resultado da eleição de 2014.


“Grandes líderes tem sim responsabilidade pelas vitórias e derrotas dos seus afilhados. Em Cuiabá líderes entraram com força total na televisão, como cabos eleitorais. Não tenho dúvida de que a eleição de 2014 começou agora na eleição de 2012”,afirmou Maluf.  

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