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Galindo assumiu a Prefeitura de Cuiabá depois de Wilson Santos, que saiu para se candidatar a governador
KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
O deputado estadual Wilson Santos (PSDB), acusado de receber propina para superfaturar obras de pavimentação do Poeira Zero enquanto era prefeito de Cuiabá, conforme teria denunciado um empresário, se esquivou de qualquer responsabilidade com o programa, que, segundo ele, foi criado por Chico Galindo (PTB), seu suicessor.
Galindo administrou a capital depois de WS saiu da Prefeitura para se candidatar ao governo do Estado.
"Depois de 23 meses da minha saída, ou seja, em janeiro de 2012, o ex-prefeito Galindo assinou o contrato e a ordem de serviço para o Poeira Zero. O programa não tem nada haver comigo".
Os dois ex-prefeitos foram apontados pelo empresário Robinson Todeschini em depoimento à Polícia Federal, que investiga crimes financeiros e lavagem de dinheiro na Operação Ararath. A Operação já está caminhando para a oitava etapa. Na quinta, Riva e Éder Moraes foram presos. Na sétima, Moraes voltou a ser detido.
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“Deixei a Prefeitura de Cuiabá em março de 2010. Depois de 23 meses da minha saída, ou seja, em janeiro de 2012, o ex-prefeito Galindo assinou o contrato e a ordem de serviço para o Poeira Zero. O programa não tem nada haver comigo. É lamentável este tipo de denúncia sem prova alguma com o intuito exclusivo de agredir a minha honra", reclamou WS, por meio de nota.
O RepórterMT tentou entrar em contato com Chico Galindo, para cobrar uma posição dele, mas até o fechamento desta matéria os dois celulares dele estavam desligados. Via Facebook, o ex-prefeito também não respondeu à mensagem.
O possível esquema teria sido identificado por meio de uma auditoria nas contas da empreiteira Constil Construções e Terraplanagem. A empresa alegou que teve um prejuízo de R$ 10 milhões por causa de adiantamento a pagamentos e fornecedores.
O empresário Todeschini informou que o pai dele, membro da administração da empresa, foi enganado por outro sócio, Bruno Simoni, que fez, segundo ele, transações financeiras escusas, justamente para pagar propina aos ex-prefeitos.
O RepórterMT não conseguiu fazer contato com o empresário Simoni.

















