VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
O senador Wellington Fagundes (PL) afirmou nessa sexta-feira (5) que a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pode trazer consequências para o Brasil, incluindo a perda de autonomia do país em questões de segurança.
"Realmente, nós temos e poderemos ter consequências, inclusive, de invasão no país, com o país perdendo a sua autonomia. Quando é um país terrorista, isso pode acontecer", afirmou o senador.
A medida adotada pelos Estados Unidos entrou em vigor nessa sexta-feira e faz parte da estratégia norte-americana de combate a organizações criminosas com atuação transnacional.
Questionado se era favorável ou contrário à classificação das facções como organizações terroristas, Wellington evitou se posicionar de forma direta e defendeu um debate sobre o tema.
"Isso tem que ser muito bem discutido com o Ministério das Relações Exteriores, e acredito que a Comissão de Relações Exteriores precisa discutir isso, inclusive, com a sociedade. As consequências podem existir", declarou.
À imprensa, o senador, que também é pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, aproveitou para criticar uma declaração do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), pré-candidato à reeleição, que teria defendido a participação de forças federais no combate ao crime organizado.
Para Wellington Fagundes, a responsabilidade pela segurança pública cabe ao Estado.
"Quem tem que ter a solução da segurança do Estado é o Estado. A Força Nacional vem intervir quando acontece uma situação dessa, mas sua atuação é temporária. Quem tem que contratar policiais, valorizar o policial e melhorar a condição de vida da família do policial é o Estado de Mato Grosso", afirmou.
Os Estados Unidos justificaram a classificação das facções criminosas brasileiras como terroristas afirmando que os grupos vão além das fronteiras brasileiras, chegando ao território norte-americano.













