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13 de Outubro de 2014, 12h:40 - A | A

POLÍTICA / COM A MÁQUINA NA MÃO

Wellington diz que Lúdio perdeu porque não teve a mínima estrutura de campanha

Eleito senador, o republicano avaliou desempenho da base e disse que Taques ganharia eleição até sozinho.

RpMT

Fagundes avalia derrota de Lúdio e elenca problemas

Fagundes avalia derrota de Lúdio e elenca problemas

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



Senador eleito pelo PR, o deputado federal Wellington Fagundes afirmou que a coligação “Amor a Nossa Gente”, que tentou eleger Lúdio Cabral (PT) ao Governo do Estado, tinha plena consciência que a disputa contra o governador eleito Pedro Taques (PDT) seria de forma desigual.

Segundo ele, Lúdio começou a campanha com um adversário “lá em cima”, que teria feito do seu mandato de senador uma estratégia eleitoral. Taques foi eleito pela coligação “Coragem e Atitude para Mudar”, com 13 partidos aliados e com arrecadação de campanha superior a R$ 11 milhões. Lúdio viabilizou pouco mais de R$ 300 mil e teve apoio de cinco siglas.

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“Todos os seus discursos tinham um objetivo com Mato Grosso e o eleitor. Ele construiu uma imagem e foi em cima dela que ele se elegeu. O Taques tinha autoconfiança que até sozinho ganhava a eleição, isso sei por conversas com ele”, declarou o republicano.

As afirmações foram feitas durante coletiva de imprensa na última semana, que tratou das estratégias para a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) em Mato Grosso. Wellington é coordenador-geral

"Tínhamos três candidatos no grupo. Isso dificultou porque foi definido um candidato de última hora e dividiu o grupo. Outra dificuldade foi a questão estrutural. O Lúdio não teve os mínimos de recursos necessários”

no Estado neste segundo turno.

Ele relembrou imbróglio da pré-campanha, quando o vice-governador Chico Daltro (PSD), o ex-juiz federal Julier Sebastião (PMDB) e Lúdio disputavam internamente a candidatura de governador. Para ele, a crise fragilizou o grupo. Julier era tido como favorito, e com a escolha de Lúdio, abandonou o projeto político e sequer participou da eleição.

“Nós não construímos um candidato com tempo de amadurecimento. Tanto que tínhamos três candidatos no grupo. Isso dificultou porque foi definido um candidato de última hora e dividiu o grupo. Outra dificuldade foi a questão estrutural. O Lúdio não teve os mínimos de recursos necessários”.

Ausência de Maggi

O distanciamento de Blairo foi sentida durante toda a campanha de Lúdio. Wellington afirmou que o líder republicano afirmou desde o início para seus aliados que não iria participar das eleições. Maggi teria se comprometido a apenas fazer gravações de tevê com Wellington.

O principal motivo para o afastamento de Blairo seriam as investigações na Operação Ararath. Ele foi citado no inquérito pelo ex-secretário Éder Moraes, como suposto responsável por ordens para operar empréstimos fraudulentos por meio de factoring.

“Quando saímos candidato, o Blairo tinha deixado muito claro que não iria participar do pleito, então quem foi candidato, foi sabendo disso. Ele me disse que se eu quisesse uma gravação, ele faria, mas não queria participar efetivamente, na rua. O Blairo não disse explicitamente que era por conta da Ararath, ele me disse que estava muito chateado com a vida pública. Preferiu se recolher e dar um tempo”.

 

Para Wellington, o líder republicano ainda pode voltar a concorrer a um cargo eletivo nos próximos anos. Blairo foi governador de Mato Grosso duas vezes (2002 a 2010) e foi eleito senador em 2010, mas vem afirmando a correligionários que não pretende dar sequência na política. “Ele anunciou que iria concluir seu projeto e não seria mais candidato, mas só o tempo vai dizer. Ele disse isso, mas o tempo vai dizer”.

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