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Apesar de ser do mesmo partido do governador Silval Barbosa (PMDB), ele não escondeu o descontentamento com a gestão estadual e com os repasses federais
ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO
O prefeito de Várzea Grande Walace Guimarães (PMDB) depositou no governador eleito Pedro Taques (PDT) a esperança de que o município passe a receber mais atenção na Saúde Pública a partir da posse, que ocorre em 1º de janeiro de 2015.
Apesar de ser do mesmo partido do governador Silval Barbosa (PMDB), ele não escondeu o descontentamento com a gestão estadual e com os repasses federais. De acordo com ele, nesta quarta-feira (8), seus advogados irão entrar com uma representação contra a União, por uma suposta dívida de R$ 13 milhões para o setor.
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“O Pedro ganhou em Várzea Grande, e em respeito à sociedade deve fazer um bom trabalho. Várzea Grande foi uma das cidades em que ele teve boa intensidade de votos, com 50% do eleitorado. É um motivo maior pra ele se dedicar. Estamos sempre sofrendo com a Saúde porque recebemos apenas R$ 890 mil do Estado e o Governo Federal nos deve mais de R$ 13 milhões”.
Walace afirmou que durante o governo Silval a cidade recebeu poucos investimentos, a não ser as obras da Copa do Mundo, e que por conta disso o Pronto-Socorro deve começar a operar de “portas fechadas” por incapacidade financeira de se manter em funcionamento. O hospital atende mais de 20 mil pessoas ao mês, especialmente da Baixada Cuiabana.
“Mesmo com o governo Silval, tivemos poucos investimentos na cidade. Somos a terceira maior economia, geramos o terceiro maior valor adicionado ao PIB estadual, e hoje estamos sem condições de manter as portas abertas. Estamos mantendo com dificuldade. Se não houver a participação do Governo do Estado e da União, vai piorar a situação”, completou o prefeito.
Segundo ele, a primeira Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) está pronta, no bairro Ipase, mas a prefeitura não teria como inaugurar. Walace disse que precisa de R$ 1,5 milhão para equipar a Upa e de mais R$ 1,3 milhão para mantê-la.













