MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
O deputado Zeca Viana (PDT), que diz ter recebido, do governador eleito Pedro Taques (PDT), a ‘missão’ de construir uma composição dos deputados a fim de facilitar a governabilidade, confirmou que a intenção do grupo, que apoia a próxima gestão, é manter uma chapa única para a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, mas discordou de que o deputado Guilherme Maluf (PSD) seja a ‘preferência da Casa’, contradizendo veiculações anteriores da imprensa.
“Estão dizendo na imprensa que o Guilherme Maluf está com 14 nomes, e eu acho que não é bem assim".
Segundo o deputado, tanto Maluf, quanto o deputado eleito Eduardo Botelho (PSB) estavam autorizados a conquistar seus votos.
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“Estão dizendo na imprensa que o Guilherme Maluf está com 14 nomes, e eu acho que não é bem assim. Eu estou vendo uma articulação bastante grande e nós fomos bem claros numa reunião, deixando o deputado Guilherme Maluf e o Botelho trabalhar o espaço deles e eles estão trabalhando”, pontuou.
“O Mauro Savi, a maior resistência dele está dentro do próprio PR. Não é com a gente".
Quanto às resistências do grupo, Viana afirmou aos jornalistas que alguns deputados não concordariam que Botelho exercesse a presidência, por ser este seu primeiro mandato, mas negou que haja rejeição de seu grupo ao atual 1º secretário Mauro Savi (PR). De acordo com o deputado, as dificuldades de Savi estariam em seu próprio ‘ninho’.
“O Mauro Savi, a maior resistência dele está dentro do próprio PR. Não é com a gente. Eu já conversei isso com ele e ele está trabalhando isso. Eu disse: olha, você precisa convencer os companheiros”, relatou.
O pedetista ainda frisou que diante da situação o 1º secretário já estaria aceitando ‘um posto mais modesto’.
“Eu acredito que o Mauro, ele já não está pretendendo ser o presidente, já aceita outro cargo na Mesa. É isso que nós temos que entender, se eu não posso ser o presidente vamos buscar uma alternância. Então eu acho que a composição só existe por isso, cedendo buscando, outro nome”, ressaltou.
De acordo com Viana, a discussão de uma composição já estaria bem articulada e logo os deputados devem chegar a um consenso.
Cotado para ser líder do governo de Pedro Taques na Assembleia, o deputado argumenta que a união dos grupos, formando uma única chapa, seria a medida mais correta de garantir os interesses do Estado, deixando de lado os interesses políticos partidários.
“No meu ponto de vista, se nós criarmos uma muralha, uma barreira entre a Assembleia a o executivo não é bom. Nós vamos fazer mudanças que vão trazer bastante descontentamento na parte da sociedade mudanças antipopulares no início, mas que vão se tornar altamente populares depois e por isso nós precisamos do apoio da Assembleia”, disse Viana se referindo à redução de Secretarias e cargos propostos por Taques.
A preocupação de Viana é que se os deputados não estiverem unidos em um consenso, Taques pode ter dificuldades em aprovar as mudanças.














