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29 de Novembro de 2013, 12h:11 - A | A

POLÍTICA / \"25 ARTISTAS\"

Vereadores negam fraudes; Júlio chama Emanuel de \'guri louco\'

23 dos 25 edis estiveram durante toda a manhã na sede da Promotoria, em Cuiabá sobre supostas fraudes arquitetadas pelo presidente da Casa para beneficiar os pares

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



23 vereadores da Câmara de Cuiabá prestaram depoimento na manhã desta sexta-feira (29), na sede Promotoria do Ministério Público do Estado, para esclarecimentos sobre as denúncias de fraude contra licitação que envolvem o vereador João Emanuel (PSD), afastado da presidência da Casa, na tarde da última quinta-feira (29).

Em vídeo gravado na negociação de um suposto esquema de R$ 1 milhão de reais, João Emanuel afirma que a propina teria que ser dividida com todos os vereadores.

Os promotores do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), declararam que a Operação Aprendiz investiga a possível instalação de uma organização criminosa na Câmara Municipal.

Na promotoria, o clima entre os parlamentares, foi de desaprovação à continuidade de João Emanuel na presidência da Casa. Eles alegaram 'surpresa' quanto aos fatos declarados no vídeo e destacaram a necessidade de votar o afastamento definitivo da presidência.

De acordo com os vereadores os questionamentos feitos pelos promotores são sobre as citações do vídeo e sobre os materiais gráficos adquiridos pelo contrato com a empresa PROPEL, também investigada pela Operação.

O vereador Renivaldo Nascimento (PDT), declarou que João Emanuel deve deixar definitivamente o cargo. “No mínimo renunciar a presidência da Casa. Deixar aquela Casa de forma regular e responder às acusações que caem sobre ele. A instituição é muito maior do que o João Emanuel”, afirmou.

O vereador Júlio Pinheiro (PTB), ex-presidente que deixou a pecha de "casa dos horrores" na Câmara, classificou a atitude de Emanuel insana. “É mais uma loucura desse guri! É o tal do novo. O novo pode trazer o dissabor, né”, ironizou.

Sobre a série de escândalos que vêm assolando a Câmara Municipal nos últimos anos, o vereador Chico 2000 (PR), chegou a dizer que é necessário benzer o local. “Vejo isso com muita tristeza. O primeiro passo é benzer a Câmara, espiritualmente, com padre mesmo. É inadmissível. Estamos saindo de diversos escândalos e quase todos dizem respeito a um homem só”, desabafou.

O vereador, Haroldo Kuzai (SDD), que disse estar bastante surpreso e revoltado como caso, lembrou os parlamentares já suspeitavam de irregularidades. “Nós chegamos a pedir o afastamento dele (João Emanuel), para fazer justamente essa investigação”, ressaltou.

Sobre a possibilidade de cassação do ex-presidente, Kuzai, ressaltou que tudo vai depender do que a justiça vai determinar, mas classificou as declarações publicadas em vídeo como quebra de decoro.
Para Leonardo Oliveira (PTB) a preocupação agora é preservar a imagem do parlamento municipal. “Lamento muito, mas não podemos “manchar” a Câmara. Vamos respeitar agora o prazo de 15 dias para irmos a plenário decidir pelo afastamento efetivo dele da presidência, ou não”, destacou.

Colega de partido do presidente afastado, Toninho de Sousa (PSD), acostumado a defender a atuação de João Emanuel, lavou as mãos e disse que o momento não é de defesa política. “Isso está sendo constrangedor. Se trata agora de um inquérito em andamento. Não cabe mais defesa política”, pontuou.

Toninho reafirmou a necessidade do parlamento definir pela destituição definitiva da presidência. “ Todos os vereadores precisam se posicionar e tomar uma decisão na semana que vem”, afirmou.

Dos 25 vereadores de Cuiabá, apenas João Emanuel e Domingos Sávio (PMDB), não foram ouvidos. Como somente seu suplente havia sido notificado, Sávio presta depoimento na tarde desta sexta-feira (29).

Veja vídeo:

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Paulo Jorge 29/11/2013

Na próxima eleição a camara de vereadores, a população cuiabana terá como meta, varrer todo mundo desse local, através do voto.

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