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11 de Dezembro de 2012, 10h:17 - A | A

POLÍTICA / AVIÃO DE ERAÍ MAGGI

TRE reprova contas de Mendes e questiona uso de aeronave

Juíz Botolussi destacou a ausência de apresentação de documentos fiscais e termos de doação, referentes a 15 diferentes doadores

ANA ADÉLIA JÁCOMO



Com falhas graves nas prestações de contas da campanha de 2012 apontadas pelo juiz eleitoral da 54ª Zona, Luíz Aparecido Botolussi Júnior, as contas do prefeito eleito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) foram reprovadas. Entre as principais irregularidades, o magistrado destacou dívidas de campanha e ausência de comprovação de R$ 21 mil de doação, referente ao uso de uma aeronave envolvendo o primo do senador Blairo Maggi (PR), o produtor rural Eraí Maggi Scheffer.


Conforme o juiz, o documento apresentado como comprovante fiscal não pertence ao doador indicado. Trecho da decisão diz: "Repara-se que foi assinado e carimbado pelo Sr. Donato Chechinel, sendo que a doação é atribuída pelo demonstrativo de recursos arrecadados à pessoa de Erai Maggi Scheffer. O documento apresentado não demonstra que a aeronave utilizada pertence ao doador indicado”.

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Botolussi destacou a ausência de apresentação de documentos fiscais e termos de doação, referentes a 15 diferentes doadores. Apontou omissão de receitas e de gastos, na ordem de R$ 19 mil e utilização de 42 recursos estimáveis em dinheiro, que segundo ele foi classificado como “flagrante violação às normas”.


Ele ainda afirmou que há dívidas de campanha assumida pelo partido, entretanto sem a anuência de um dos credores que totalizam R$ 30 mil, e uma diferença substancial entre valor de gasto apontado R$ 7 mil e registro de múltiplas doações como doação única.


Na sentença, o magistrado afirmou que as falhas não são meros erros formais ou irrelevantes improbidades. Para ele, trata-se de vício, desprovido de informação e que atesta a irregularidade das contas.


Mauro Mendes deve recorrer da decisão até o dia 19, para que possa ser diplomado. A reportagem entrou em contato telefônico com seu advogado José Antônio Rosa, mas ele não atendeu as ligações.

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Reghis do Carmo 11/12/2012

Logicamente que toda irregularidade deve ser combatida e punida, mas é muito estrelismo do TRE, ante os fatos apresentados na matéria. Se o Mauro ou algum outro candidato errou, que corrijam o erro. Agora pergunto: e as acusações que supostamente algumas pessoas usariam camisetas "frias", para intimidar eleitores e fazer boca de urna? E os "milhões", que estariam em uma aeronave vinda do interior, provavelmente Cáceres, que seriam usados para "apoiar" os eleitores? Estas respostas a sociedade precisa também da justiça Eleitoral. Não foram acusações vazias pelo que foi noticiado, e até agora nenhum esclarecimento. Com a palavra quem de direito.

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