Montagem Repórter/MT

Engenheiro agrônomo é acusado de matar a esposa e tentar matar a própria filha, de 7 anos.
VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
O engenheiro agrônomo Daniel Frasson, acusado de matar a esposa, Gleici Keli Geraldo, a facadas e tentar matar a própria filha, de 7 anos, em Lucas do Rio Verde (a 332 km de Cuiabá), foi transferido de uma clínica psiquiátrica particular para o Hospital Adauto Botelho, em Cuiabá. A informação foi divulgada pelo advogado Rodrigo Pouso, que atua como assistente de acusação no processo.
Segundo o advogado, a transferência foi determinada pela Justiça após a repercussão de vídeos relacionados ao crime e manifestações da assistência de acusação e do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que solicitaram uma análise mais aprofundada das imagens.
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"Diante dessa repercussão, bem como da manifestação desse assistente à acusação e o parecer ministerial, onde juntamos os vídeos, pedindo nova perícia e trazer a realidade fática, o Ministério Público também entendeu que é necessária uma análise melhor do vídeo", afirmou.
Rodrigo explicou que Daniel estava internado em uma clínica psiquiátrica particular devido à falta de vagas no Adauto Botelho, unidade pública destinada ao atendimento de pessoas com transtornos mentais. Com a abertura de uma vaga, a Justiça determinou a transferência.
"O juízo, de imediato, mandou encaminhar o Daniel para o Adauto Botelho, que é o lugar público onde fica essa internação dessas pessoas com problema mental. Então, ele não está mais na clínica particular, porque a clínica particular era na ausência de vaga lá do Adauto Botelho", explicou.
O advogado também afirmou que a acusação pretende contestar a alegação de inimputabilidade apresentada pela defesa de Daniel. A condição, caso reconhecida pela Justiça, pode afastar a responsabilidade penal do acusado, conforme previsto na legislação.
"Ele está alegando uma inimputabilidade, da qual vamos provar que ele não é inimputável", declarou.
Rodrigo acrescentou que a assistência de acusação, em conjunto com o Ministério Público, pretende demonstrar que Daniel deve responder criminalmente pelo feminicídio.
"É uma caminhada nesse processo, do qual o assistente à acusação, bem como o Ministério Público, vai provar, vai mostrar que ele não é inimputável, que ele merece ter uma reprimenda lá do Código Penal, lá no crime de feminicídio", afirmou.
Veja vídeo
Relembre o caso
Gleici Keli Geraldo foi morta a facadas em julho de 2025, dentro da residência da família, no bairro Bandeirantes, em Lucas do Rio Verde.
Conforme as informações divulgadas na época, Daniel Frasson atacou a esposa e também esfaqueou a filha do casal, de apenas 7 anos. Após o crime, ele tentou tirar a própria vida.
Daniel e a criança foram socorridos por terceiros e encaminhados ao Hospital São Lucas. Na ocasião, o estado de saúde da menina foi considerado grave.
Gleici morreu no local, antes da chegada do socorro. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil.








