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15 de Outubro de 2014, 08h:00 - A | A

POLÍTICA / 'DESEMPREGADO' EM 2015

'Taques terá capacidade para saber quem o ajudou', dispara Jayme

Governador teria como foco a escolha de “pessoas notáveis” para comandar secretarias, independente da filiação partidária

ANA ADÉLIA JÁCOMO

Jayme comentou declaração feita pelo coordenador de transição Otaviano Pivetta

Jayme comentou declaração feita pelo coordenador de transição Otaviano Pivetta

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



Cacique do DEM em Mato Grosso, o senador Jayme Campos afirmou nesta terça-feira (14) que espera do governador eleito Pedro Taques (PDT) capacidade de discernimento na composição de seu secretariado. De acordo com ele, Taques deve saber quem o ajudou a vencer as eleições.

Jayme comentou declaração feita pelo coordenador de transição Otaviano Pivetta, que aposta na escolha técnica para os cargos e sem apadrinhamento político. Leia AQUI. Para Jayme, Taques precisa de liberdade para escolher sua equipe, mas deve, sim, se reunir nos próximos dias com os partidos aliados em busca de nomes indicados pelo grupo.

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“Taques terá capacidade para saber quem o ajudou, quem está à altura do cargo, ou não está. Às vezes se consegue uma equipe técnica e política, porque tem cargos que precisam de muita habilidade, que recai sobre um cara que é político. Todavia, há pessoas que nunca foram políticas, mas são hábeis e têm jogo de cintura suficiente”, avaliou ele.

"Eu não vi ninguém exigir nada do Taques. Apoiamos um projeto de mudança. Evidentemente que o partido vai se reunir, podendo, fazer indicações. Eu entendo que o Taques pode ter algum compromisso”

Taques foi eleito na coligação “Coragem e Atitude para Mudar” (PDT, PP, DEM, PSDB, PSB, PPS, PV, PTB, PSDC, PSC, PRP, PSL e PRB) e teria como foco a escolha de “pessoas notáveis”, independente da filiação partidária. Nem o PSDB e o DEM, aliados de primeira hora, teriam espaço garantido dentro do staff.

Jayme afirmou que os partidos que se coligaram em torno do projeto de Taques não fizeram exigências por cargos ou secretarias e entendem que a responsabilidade maior é do governador na escolha de pessoas que sejam de sua confiança, para ajudar a gerir a máquina pública.

“Quando a maioria dos partidos foi apoiar o projeto, eu não vi ninguém exigir nada do Taques. Apoiamos um projeto de mudança. Evidentemente que o partido vai se reunir, podendo, eventualmente, fazer indicações. Todavia, acho que a equipe é escolha do governador, mas nunca perdendo de vista a questão da participação política, técnica e, sobretudo, eu entendo que o Taques pode ter algum compromisso”, completou Jayme.

A coordenação da transição, liderada por Pivetta, vai conceder uma coletiva de imprensa por semana para tratar do andamento do processo de transição. Atualmente o Governo do Estado é formado por 23 pastas, quatro autarquias e 22 fundações, além de outros órgãos. 

O compromisso do novo governador seria tornar o Estado mais eficiente, diminuindo o custo da máquina. A intenção é diminuir de 23 para 16 o número de secretarias.

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