ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO
Com uma das maiores rejeições já vistas em Mato Grosso, algo em torno de 75%, segundo o Ibope, o governador Silval Barbosa (PMDB) resolveu comentar as propostas de campanhas feitas pelo novo governador do Estado, Pedro Taques (PDT).
O Pemedebista demonstrou certo descrédito quanto ao cumprimento das propostas de campanha feitas por Taques (PDT), que assume o Palácio Paiaguás em janeiro de 2015.
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De acordo com o Silval Barbosa, Taques foi arrojado em suas propostas e deverá encontrar meios para realizar o que deseja. Uma das prioridades do novo chefe do Executivo será o corte de gastos no orçamento, a redução e fusão de, ao menos, sete secretarias, além da dispensa de parte dos comissionados.
“Tomara que a população sinta a presença do Taques, que ele consiga executar tudo que ele prometeu na campanha, porque ele fez um programa muito arrojado e espero que consiga meios pra executar aquilo que ele prometeu à sociedade”, declarou Silval após uma assinatura de convênio com o Banco do Brasil, nesta semana.
Aposta nos senadores
Apesar de o PDT, partido de Taques, nacionalmente ter apoiado a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), Taques declarou voto e fez campanha pró-Aécio Neves (PSDB), que foi derrotado na disputa. Para Silval, a distância política entre Taques e Dilma não deve prejudicar Mato Grosso, já que há senadores com estreitas ligações com a presidente.
O senador Blairo Maggi (PR) goza de prestígio com o Palácio do Planalto. Em 2010, Maggi foi convidado por Dilma para assumir o Ministério da Agricultura, mas declinou à proposta. Em 2012, voltou a convidá-lo para ser ministro dos Transportes, que foi novamente recusado.
Não acredito que o Taques terá algum tipo de dificuldade. Até porque eu nunca vi a presidente Dilma perseguir ninguém. “Eu tive facilidade porque tenho bom relacionamento, e meu partido tem o vice-presidente Michel Temer, que me ajudou muito”.
Empresário, um dos maiores produtores de soja do mundo, Maggi ajudou a fechar a conta da campanha de Dilma em 2010 e neste ano viabilizou R$ 500 mil, por meio de seu primo Eraí Maggi (PP).
O senador eleito Wellington Fagundes (PR) também tem boa relação com Dilma. Chegou a ser nomeado coordenador-geral de sua campanha este ano no Estado.
“O Pedro Taques tem dois senadores, no mínimo, que irão ajudar muito. Não tenho relação com o terceiro senador que vai entrar no lugar do Taques [suplente José Medeiros], mas o senador Maggi foi muito firme na campanha da presidente e o Wellington coordenou a campanha, então acredito que esses dois, pelas influencias e capacidades, vão ‘abrir as portas’ para o Governo de Mato Grosso”, completou Silval.














