Cuiabá, 27 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
27 de Setembro de 2026

01 de Novembro de 2014, 16h:26 - A | A

POLÍTICA / REJEITADO PELA POPULAÇÃO

Silval 'espera' que Taques consiga realizar promessas de campanha

Governador afirmou que Taques vai precisar de senadores para se aproximar de Dilma

Divulgação

Governador acredita que Taques fez promessas muito arrojadas

Governador acredita que Taques fez promessas muito arrojadas

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



Com uma das maiores rejeições já vistas em Mato Grosso, algo em torno de 75%, segundo o Ibope, o governador Silval Barbosa (PMDB) resolveu comentar as propostas de campanhas feitas pelo novo governador do Estado, Pedro Taques (PDT).

O Pemedebista demonstrou certo descrédito quanto ao cumprimento das propostas de campanha feitas por Taques (PDT), que assume o Palácio Paiaguás em janeiro de 2015.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

De acordo com o Silval Barbosa, Taques foi arrojado em suas propostas e deverá encontrar meios para realizar o que deseja. Uma das prioridades do novo chefe do Executivo será o corte de gastos no orçamento, a redução e fusão de, ao menos, sete secretarias, além da dispensa de parte dos comissionados.

“Tomara que a população sinta a presença do Taques, que ele consiga executar tudo que ele prometeu na campanha, porque ele fez um programa muito arrojado e espero que consiga meios pra executar aquilo que ele prometeu à sociedade”, declarou Silval após uma assinatura de convênio com o Banco do Brasil, nesta semana.

Aposta nos senadores

Apesar de o PDT, partido de Taques, nacionalmente ter apoiado a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), Taques declarou voto e fez campanha pró-Aécio Neves (PSDB), que foi derrotado na disputa. Para Silval, a distância política entre Taques e Dilma não deve prejudicar Mato Grosso, já que há senadores com estreitas ligações com a presidente.

O senador Blairo Maggi (PR) goza de prestígio com o Palácio do Planalto. Em 2010, Maggi foi convidado por Dilma para assumir o Ministério da Agricultura, mas declinou à proposta. Em 2012, voltou a convidá-lo para ser ministro dos Transportes, que foi novamente recusado.

Não acredito que o Taques terá algum tipo de dificuldade. Até porque eu nunca vi a presidente Dilma perseguir ninguém. “Eu tive facilidade porque tenho bom relacionamento, e meu partido tem o vice-presidente Michel Temer, que me ajudou muito”.

Empresário, um dos maiores produtores de soja do mundo, Maggi ajudou a fechar a conta da campanha de Dilma em 2010 e neste ano viabilizou R$ 500 mil, por meio de seu primo Eraí Maggi (PP).

O senador eleito Wellington Fagundes (PR) também tem boa relação com Dilma. Chegou a ser nomeado coordenador-geral de sua campanha este ano no Estado.

“O Pedro Taques tem dois senadores, no mínimo, que irão ajudar muito. Não tenho relação com o terceiro senador que vai entrar no lugar do Taques [suplente José Medeiros], mas o senador Maggi foi muito firme na campanha da presidente e o Wellington coordenou a campanha, então acredito que esses dois, pelas influencias e capacidades, vão ‘abrir as portas’ para o Governo de Mato Grosso”, completou Silval.

Comente esta notícia