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Aos jornalistas, Silval citou que a auditoria esse é mais que um direito é um dever do governador eleito
MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Diante das declarações do governador eleito Pedro Taques (PDT), de que sua equipe de transição levantou de forma extraoficial que a gestão do governo Silval Barbosa (PMDB) estaria deixando um déficit de R$ 1.200 bilhão, o chefe do Executivo Estadual acabou admitindo que não sabe qual o tamanho do “rombo” do Estado, mas rebateu dizendo que vai deixar dinheiro em caixa para cobrir as contas e o saldo negativo.
"Pode ser que tem, mas vou deixar mais de R$ 1 bilhão na conta"
“Não sei quanto que é. Isso vai ser levantado no final. Pode ser isso, mas eu acredito que não chega. Pode ser que tem, mas vou deixar mais de R$ 1 bilhão na conta, em caixa, verba pura, fora os convênios, eu não estou falando em convênios.”, declarou.
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Silval ainda fez questão de relatar os valores dos convênios que já estariam empenhados para o pagamento das obras.
“São mais R$ 800 milhões do Mato Grosso Integrado, mais R$ 170 milhões do Prodetur, mais R$ 700 milhões de ponte, mais o VLT, mais R$ 1 bilhão da passagem urbana de Cuiabá e R$ 174 milhões. Então, não pode falar só no déficit, olha a grana que está na conta, vai ser próximo de R$ 4 bilhões ou mais em obras”, argumentou.
"Então não pode falar só no déficit, olha a grana que está na conta, vai ser próximo de R$ 4 bilhões ou mais em obras”
Para cobrir o déficit extraoficial citado por Taques, em entrevista ao programa Conexão Poder, no último domingo (16), o governador eleito e sua equipe vem estudando uma série de medidas que preveem a redução do custeio da máquina administrativa do Estado, em cerca de 10%. O pedetista também já deixou claro que a proposta de sua reforma administrativa prevê a junção de Secretarias, reduzindo o número de pastas. Outra medida que o governador eleito citou como necessária é a realização de uma auditoria para saber onde e como o Estado está gastando mal.
Aos jornalistas, Silval citou que a auditoria é mais que um direito, é um dever do governador eleito, mas fez questão de ressaltar que sua administração já realiza auditorias constantes.
“É o papel dele. Todos os contratos nossos passam por uma auditoria permanente, todos. Ele está fazendo a obrigação dele como governador tem que fazer. Eles têm de fazer e eles estão fazendo praticamente já um levantamento, quase uma auditoria na transição, o que é normal isso”, pontuou.













