Cuiabá, 01 de Dezembro de 2022
logo

26 de Dezembro de 2016, 08h:15 - A | A

POLÍTICA / AJUSTE FISCAL

'Se não houver limite nos gastos, Mato Grosso quebra', afirma Taques

Projeto de Lei Complementar, a ser votado pela Assembleia, congela salários, RGA e veta reajustes ao funcionalismo

FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PSDB) voltou a defender, na semana passada, o Projeto de Lei Complementar, que limita os gastos públicos em Mato Grosso, congela salários de servidores, veta o reajuste na folha de pagamento e prevê a estagnação em pagamentos como a revisão Geral Anual (RGA) do funcionalismo público estadual.

“Todos os 27 governadores fizeram um acordo com a União. Nós precisamos diminuir os gastos com pessoal nos próximos três anos, senão o Estado vai quebrar. Não terá condições de pagar o salário”, disse Taques.

As medidas de ajuste fiscal são regras impostas pela União para que os Estados mantenham benefícios, como a capacidade de realizar transações financeiras com o Governo Federal.

“Todos os 27 governadores fizeram um acordo com a União. Nós precisamos diminuir os gastos com pessoal nos próximos três anos, senão o Estado vai quebrar. Não terá condições de pagar o salário”, completou.

Segundo o governador, o PLC não é uma retaliação aos servidores públicos, e sim um ato governamental.

“Não se trata de pesar no servidor público. Nós temos 100 mil servidores que, na sua grande maioria, são pessoas sérias, decentes e que trabalham muito. Esses servidores merecem respeito”, disse Taques, em conversa com jornalistas.   

De acordo com ele, é necessário se aprofundar no texto final da PEC 55, já aprovada no Senado, para que o PLC estadual seja confeccionado nos mesmos moldes.

A PEC está entre os temas mais polêmicos dos últimos dias, pois prevê teto de gastos para o Governo Federal por 20 anos e, consequentemente, a estagnação dos investimentos em áreas prioritárias, que sofrem com falta de recursos, como Saúde e Educação, nos níveis nacional e estadual.

“Mato Grosso vive a maior crise de sua história, e nós precisamos cortar gastos. Precisamos limitar o aumento das despesas do Estado. Todos os estados da Federação estão fazendo isso, por determinação da União”, disse Taques.

O governador observou que, se os Estados não se adequarem às regras impostas pelo Governo Federal, terão vários benefícios cortados.

Leia mais

Senadores de MT votam sim e defendem PEC do teto de gastos públicos

Comente esta notícia

Edmilson 28/12/2016

Pior Governo da História de MT.

Francisval 27/12/2016

Segundo o nosso ilustre Gestor, se não houver limite nos gastos, Mato Grosso quebra, afirma Taques.... Projeto de Lei Complementar, a ser votado pela Assembleia, congela salários, RGA, Plano de Carreira e veta reajustes ao funcionalismo... Estranho..... O Governo do Estado aprovou um crédito suplementar de mais de R$ 18 milhões para a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL-MT) hoje; Na última semana, o Ministério Público recebeu R$ 17 milhões. O Tribunal de Justiça recebeu em novembro crédito suplementar de R$ 14 milhões... Nesse mato aí tem coelho heim.... Até os vereadores aumentaram seus salários; IPTU está sendo encaminhado pra aumentar; A Gasolina já vai para o terceiro aumento consecutivo; Tudo está aumentando o preço. Aí fora não congelou nada!!! E do coitado do Servidor Público público, dizem que ele só olha pro seu umbigo, e agora? Ele tem que arcar com tudo sozinho??? Refliiiiita irmão.......

rocha 27/12/2016

Eita governo ruimmmm demais esse !!! Voteee

Carlos 27/12/2016

Governo preciso explicaçoes...o PEC aprovado nao há exigências quanto as restriçoes ao aumento salarial servidor, porem o senhor quer implantar um PLC totalmento fruto do nada, pois as exigencias conforme as leis nao atribui isso...assim o senhor praticara atos inconstitucionais ....tirar as leis de carreira de servidores...deixar das progressoes...e como serao pagos no futuro? Por precatorios? Pois trata- se de direito adquirido ....o senhor sim podera prejudicar o novo gestor que assumira sua vaga ....

alexandre 26/12/2016

O que quebrou o Estado foi mega isenção ao Agronegócio e aumento de repasse aos Poderes.

Carlos 26/12/2016

O PEC aprovado pelos deputados não preve perdas aos servidores publicos, portanto o governo de mato grosso nao poderá agir de tal forma, pois assim fere a constiuicao federal , por argumentar que nao progressão de carreira foi em relaçao o PEC, assim nao cumprindo as leis de carreiras estará fazendo ato inconstitucional....pois vamos receber todos as diferenças retroativas...ai sim vai quebrar o ESTADO.

Pardal 26/12/2016

Pelo que estudei nunca vi falar, que o Estado quebre! Ele possui arrecadação de impostos, taxas e emolumentos, se quebrar então o governo está sem visão ou sem gestão! Eu no lugar do governador não diria isso, pois está convidando para uma intervenção no Estado de MT por órgãos do governo federal!

Alberto 26/12/2016

Na minha opinião, o que vai quebrar o Estado é o grande número de secretários despreparados para o cargo. É incrivel o número de troca-troca no governo e cada vez novas pessoas sem o perfíl para ocuparem as secretarias são nomeadas. Infelizmente o Taques está sendo a grande decepção dos mato-grossenses.

8 comentários

1 de 1